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Crédito escasso afeta mais pequenas e médias empresas, diz Loyola

RIO - O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola afirmou que a crise financeira internacional terá efeitos maiores no sistema de crédito para micro e pequenas empresas e sugeriu algumas medidas para impulsionar a retomada da concessão de recursos para essas companhias. Segundo ele, o governo deveria incentivar a criação de um cadastro positivo das empresas, para que numa operação de crédito fosse considerado todo o histórico financeiro da companhia e não apenas sinalizadas eventuais restrições, como ocorre atualmente no cadastro negativo. Para Loyola, duas outras frentes importantes são o apoio para a formalização das empresas e a redução da burocracia, que, segundo ele, impedem volumes maiores e custos mais baixos para as micro e pequenas empresas.

Valor Online |

"A informalidade é a maior inimiga do crédito, que só existe de maneira sustentável em um mercado formal. A burocracia excessiva, por sua vez, também favorece a informalidade", afirmou Loyola, que participou de seminário sobre crédito organizado pela Fecomercio-RJ.

Sobre a crise, o ex-presidente da autoridade monetária, que também é sócio da consultoria Tendências, afirmou que 2009 será um ano difícil para o Brasil, mas disse não acreditar em uma recessão. Segundo ele, a expectativa é que o país cresça entre 2,5% e 3% no ano que vem.

"Esse crescimento, quando comparado aos 5,5% esperados para este ano, mostra uma desaceleração importante", destacou Loyola, que frisou ainda que as condições macroeconômicas do país são melhores atualmente do que em crises passadas.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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