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Brasília, 5 - A dois meses do fim do ano-safra, o Banco do Brasil (BB) está perto de atingir a meta de liberação de R$ 39,5 bilhões na safra 2009/10. No acumulado do ano-safra, que começou em julho de 2009, até 30 de abril, foram liberados R$ 34,6 bilhões.

Brasília, 5 - A dois meses do fim do ano-safra, o Banco do Brasil (BB) está perto de atingir a meta de liberação de R$ 39,5 bilhões na safra 2009/10. No acumulado do ano-safra, que começou em julho de 2009, até 30 de abril, foram liberados R$ 34,6 bilhões. Desse total, R$ 28,3 bilhões foram créditos para o setor agrícola, crescimento de 13% na comparação com igual período da safra anterior, e R$ 6,3 bilhões em crédito agroindustrial. O diretor de agronegócios do BB, José Carlos Vaz, explicou que o ritmo de liberação de recursos para os agricultores nas agências do BB é bom. Na semana passada, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que cerca de 60% dos recursos reservados para a agricultura empresarial foram emprestados até março de 2010. De acordo com Vaz, os recursos aplicados no setor agrícola têm como base a chamada exigibilidade bancária. O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece que 30% dos depósitos à vista e 70% da poupança rural sejam aplicados na agricultura. O aquecimento da economia estimulou os depósitos, o que, na prática, ampliou a oferta de crédito para o setor agrícola. No caso dos investimentos, a liberação acumulada de créditos para investimento na agricultura familiar somou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 66% em relação à safra passada. A agricultura empresarial demandou menos crédito. Foram liberados R$ 2,4 bilhões entre julho e abril, crescimento de 41% na comparação com o mesmo período da safra 2008/09. Vaz explicou que as condições dos médios e grandes produtores rurais justificam o volume aplicado. "Os médios e grandes produtores estão num processo de recuperação de renda e de amortização de dívidas renegociadas", disse. O BB também divulgou dados relativos aos créditos para custeio das lavouras. Nos financiamentos de custeio das lavouras, a agricultura familiar utilizou R$ 3,9 bilhões, crescimento de 3%. Para a agricultura empresarial, foram liberados R$ 14,4 bilhões para custeio, crescimento de 5%. A queda nos custos de produção da safra atual, em relação à anterior, é mais um fator que justificaria a "folga" entre a exigibilidade de aplicação e as liberações feitas até agora. Vaz explica que o financiamento para custeio teve um crescimento menor que o para investimento, porque os financiamentos são feitos com base num orçamento apresentado pelos produtores rurais ao banco. Essa estimativa considera a área a ser plantada pelo produtor. Os dados do banco mostram aumento na área financiada, não diretamente refletido nos valores desembolsados, por conta do menor custo de produção. Para a soja, o crescimento foi de 67% no caso da agricultura empresarial e de 75% para a agricultura familiar. No arroz, a área financiada cresceu 60%, porcentual que considera a agricultura empresarial e familiar. O BB financiou a mesma área de milho. Para a comercialização da safra, o banco também liberou R$ 4,3 bilhões no acumulado até março, crescimento de 13%.

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