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Crédito cresce 1,8% e bate recorde em setembro, diz BC

Operações totalizaram R$ 1,612 trilhão no período, o equivalente a 46,7% do PIB; juro médio cai pelo segundo mês consecutivo

iG São Paulo |

As operações do crédito do sistema financeiro atingiram em setembro patamar recorde no País. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central, o volume das operações foi de R$ 1,612 trilhão no mês de setembro, um crescimento de 1,8% frente a agosto.

No acumulado do ano, o crescimento do volume de empréstimos e financiamentos, computadas as operações com recursos livres e direcionados, foi de 14%, enquanto, nos últimos doze meses, a alta é de 19,6%.

“Em decorrência, a relação crédito/PIB subiu para 46,7%, ante 46,2% em agosto último e 43,9% em setembro do ano anterior”, informou o Banco Central.

Os financiamentos para habitação foram os que mais cresceram em setembro (3,8%), atingindo R$ 125,210 bilhões. Em 12 meses, essa carteira apresenta crescimento de 51,4%. O crédito direcionado ao comércio teve aumento de 2,1%, enquanto o crédito para a indústria avançou 2%. Ambos os segmentos apresentaram avanço acima da média do mercado (1,8%).

Os bancos privados continuam com elevada representatividade no total de crédito do sistema financeiro, de 40,2% em agosto para 40,4% em setembro. Já a participação das instituições públicas na oferta de crédito caiu para 42% no mês, enquanto os bancos estrangeiros mantiveram a fatia de 17,6%.

Os empréstimos contratos com recursos livres continuam a responder por 65,8% do total de crédito do sistema financeiro. A modalidade cresceu 1,8% em setembro e 15,1% no acumulado de doze meses, para R$ 1,061 trilhão.

Os empréstimos do segmento de pessoas jurídicas atingiram R$ 533 bilhões, um crescimento de 2,2% no mês. O avanço acompanha a expansão de 2,6% nos financiamentos referenciados em recursos domésticos, já que os empréstimos lastreados em moeda estrangeira tiveram recuo de 1,4%.

A carteira de financiamentos para pessoas físicas cresceu 1,4% em setembro, para R$ 527,9 bilhões. A evolução está ligada à maior demanda de empréstimos para compra de veículo e crédito pessoal.

As operações com recursos direcionados totalizaram R$ 551 bilhões, uma expansão de 1,7% em setembro e Ed 29,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com o Banco Central, esse resultado permanece condicionado ao comportamento dos financiamentos habitacionais – com saldo de R$ 118,8 bilhões e expansão de 3,6% no mês – e das operações realizadas pelo BNDES – volume de R$ 338,1 bilhões e alta de 0,9% em setembro.

Taxa de juros
Em setembro, a taxa média de juros praticada no crédito livre registrou queda pelo segundo mês consecutivo. O juro médio dessas operações caiu de 35,2% ao ano em agosto para 35,1% ao ano no mês passado.

O movimento reflete o financiamento para pessoa física, cuja taxa média recuou de 39,9% para 39,4% ao ano. Por outro lado, a taxa de juros para as empresas teve alta de 28,9% para 29% ao ano em setembro.

A mudança no spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o que é cobrado dos clientes) explica o recuo da taxa média de juros. Na média, o spread geral caiu de 24,3 pontos porcentuais para 24,1 pontos porcentuais entre agosto e setembro.

A queda foi verificada apenas nas operações para pessoas físicas (de 28,6 pontos porcentuais para 28 pontos porcentuais). Já o spread para financiamentos para pessoas jurídicas subiu de 18,3 pontos porcentuais para 18,4 pontos porcentuais.

 

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