Tamanho do texto

BRASÍLIA - O volume total das operações de crédito do sistema financeiro no Brasil subiu 0,8% em fevereiro, para R$ 1,435 trilhão, o correspondente a 44,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira. Um mês antes, o estoque de empréstimo estava em R$ 1,424 trilhão, ou 45% do PIB (dados revisados).

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=economia%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237562690479&_c_=MiGComponente_C

Em nota, o BC lembra que, a partir de agora, à semelhança do procedimento adotado para as estatísticas fiscais, a relação crédito/PIB passa a considerar o Produto Interno Bruto medido a valores correntes, ao invés do PIB valorizado pelo IGP-DI, utilizado até então.

A mudança promove a adequação das estatísticas a padrões internacionais e reflete a estabilidade de preços, que torna desnecessária a valorização do PIB. As séries elaboradas com o PIB valorizado foram descontinuadas em dezembro de 2009, enquanto as séries utilizando o PIB corrente retroagiram a dezembro de 2001.

A evolução do crédito, em fevereiro, além de refletir a sazonalidade característica do período, revelou comportamentos similares entre as carteiras por segmentos, constatando-se expansão tanto na parcela relativa aos recursos livres, quanto nos financiamentos com recursos direcionados, os quais registraram desaceleração comparativamente ao mês anterior.

Tais evoluções foram verificadas em contexto de moderação das taxas de juros e dos spreads bancários, que alcançaram mínimos históricos, e de continuidade da redução das taxas de inadimplência.

Em fevereiro de 2009, o total de crédito concedido era de 40,7% do PIB. Nos 12 meses até fevereiro deste calendário, houve alta de 16,8%.

A parcela de empréstimos com recursos livres ficou em R$ 963,5 bilhões em fevereiro, avanço mensal de 0,8% e aumento de 11,2% em 12 meses. A parcela de crédito com recursos direcionados, como financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), créditos habitacional e rural, situou-se em R$ 471,7 bilhões, crescimento de 0,7% no mês e incremento de 30,2% em 12 meses.

A taxa de inadimplência em atrasos superiores a 90 dias caiu, indo de de 5,5% em janeiro para 5,3% do total da carteira de crédito referencial, ou seja, o volume tomado pelo BC para apurar as taxas de juros médias do sistema.

A média de inadimplência em operações contratadas por pessoas físicas também diminuiu, de 7,6% em janeiro de 2010 para 7,2% um mês depois. A inadimplência entre as pessoas jurídicas caiu ligeiramente, de 3,8% para 3,7% entre janeiro e fevereiro.

Conforme a autoridade monetária, o prazo médio das operações está em 389 dias corridos, sendo 522 dias para pessoas físicas e 280 dias para pessoas jurídicas.

(com iG São Paulo)

Leia mais sobre: crédito

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.