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O crédito ao consumidor nos Estados Unidos subiu mais do que o dobro do esperado em junho, com as famílias usando os cartões de crédito em meio a uma economia enfraquecida, informou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O crédito ao consumidor subiu US$ 14,3 bilhões em junho, para US$ 2,586 trilhões, seu nível mais alto desde junho de 2001, período mais antigo para o qual há dados disponíveis, segundo relatório do Fed.

Isso se segue a um revisado aumento de US$ 8 bilhões no crédito ao consumidor em maio. O Fed havia estimado inicialmente que o crédito ao consumidor subiu US$ 7,8 bilhões em maio.

O crescimento do crédito ao consumidor superou as previsões de Wall Street, que apontavam para aumento de US$ 6 bilhões no mês. Os dados de crédito ao consumidor excluem hipotecas e outros créditos garantidos por imóveis. Estes tendem a ser altamente voláteis mês a mês e são revisados com freqüência.

O último relatório mostra que as famílias aumentaram o uso do crédito não rotativo em junho, tais como o financiamento de automóveis e barcos. O crédito não rotativo cresceu US$ 8,9 bilhões, para US$ 1,618 trilhão. O crédito rotativo, que reflete sobretudo o financiamento de cartão de crédito, cresceu US$ 5,5 bilhões, para US$ 968,4 bilhões. Em maio, o aumento foi de US$ 6,1 bilhões (dado revisado).

O crédito ao consumidor no total cresceu a uma taxa anual sazonalmente ajustada de 6,7% em junho, após crescer 3,8% em maio. O crédito rotativo cresceu 6,8% e o não rotativo se expandiu 6,6%. As informações são da agência Dow Jones.

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