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Crédito ainda é grande preocupação das empresas, diz Fiesp

SÃO PAULO - As dificuldades de crédito dominaram a reunião com pouco mais de quarenta empresários e executivos de grandes companhias brasileiras hoje em São Paulo. O cenário da crise internacional e a necessidade de redução de impostos e custos também permearam o encontro, que ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Valor Online |

Estiveram presentes, por exemplo, o presidente da Vale, Roger Agnelli, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, além de Benjamin Steinbruch, da CSN, e Cledorvino Belini, da Fiat. Também participaram Ivan Zurita, da Nestlé, Jorge Gerdau, da Gerdau, e José Roberto Ermírio de Moraes, da Votorantim, entre outros.

"Todas as cadeias (produtivas) mostram preocupação, sobretudo com o alto custo do crédito", disse Paulo Skaf, presidente da entidade, citando juro de 50% ao ano que, segundo ele, é praticado pelo Banco do Brasil em linhas de capital de giro.

Apesar da cautela dos empresários, que saíram sem falar com a imprensa, Skaf diz que há consenso de que é preciso evitar criar "uma onda pessimista" e de que é "inoportuno" fazer previsões sobre o futuro no momento.

De prático, Skaf diz que o grupo discutiu a necessidade de rever pontos novos criados no projeto de reforma tributária, que podem acabar elevando a carga de impostos do país, quando deveria reduzi-la. Até que se altere ou discuta mais a questão, Skaf acha preferível que a matéria seja votada na Câmara dos Deputados apenas na semana que vem. "Não estamos de acordo. A reforma é urgente mas não dá para aceitar, em hipótese nenhuma, reforma que aumente a carga tributária", disse.

Skaf também reforçou a necessidade de redução de impostos neste momento delicado de crise, a exemplo do que outras economias internacionais têm feito.

"Estamos preocupados com o aumento de custos. No dia 1º de dezembro haverá aumento do preço do gás. Eu já falei com a diretora da área de gás da Petrobras (Maria das Graças Foster) que não seria conveniente ter aumento do gás agora e que se prorrogasse ou anulasse tal aumento", disse o dirigente. A Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comentaria tais declarações.

A tendência da cotação do gás vai na contramão da trajetória recente de queda do petróleo, devido a uma fórmula que é aplicada pela Petrobras para precificar o gás. Além de ter uma parcela fixa, existe uma parcela variável que leva em consideração uma cesta de óleos, indexada a uma média trimestral do preço do petróleo.

O reajuste de novembro, estimado pelo setor em 30% no caso do gás natural, seria feito com as variações do preço internacional do petróleo praticado entre julho e setembro, período em que o barril chegou a US$ 150 por barril.

Assim, a baixa recente do preço do produto, que está sendo negociado em torno de US$ 50 atualmente, só entrará nos cálculos do ajuste de fevereiro, quando a cotação média de outubro, novembro e dezembro, vai referenciar a fórmula adotada pela Petrobras.

(Bianca Ribeiro | Valor Online, com Valor Econômico)

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