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Crédito à Petrobrás prejudica empresas menores, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu ontem que a decisão da Caixa Econômica Federal de emprestar R$ 2 bilhões à Petrobrás tirou dinheiro de empresas menores. Ele, no entanto, negou que a estatal esteja enfrentando problemas financeiros por causa da crise internacional.

Agência Estado |

"Sinceramente, acho que qualquer um de nós vai tomar dinheiro onde tem, o que vocês não podem é pedir para mim", disse. "Mas, vamos ser francos: a Petrobrás é tão poderosa que ela ir à Caixa, obviamente, vai tirar dinheiro de uma pequena empresa, da construção civil, do comércio." As declarações de Lula foram feitas na abertura do 3º Congresso Mundial de Engenheiros, que reuniu mais de 2 mil profissionais em Brasília. Ele disse que a estatal vai investir US$ 112 bilhões até 2010.

Desse total, US$ 104 bilhões são da própria empresa. "Então, é importante que a gente estabeleça com bancos estrangeiros a possibilidade de financiar grandes projetos de infra-estrutura, para que grandes como Petrobrás e Vale do Rio Doce não disputem com pequenas empresas no sistema financeiro nacional", afirmou.

O empréstimo concedido em 31 de outubro à Petrobrás foi questionado na semana passada pelo senador tucano Tasso Jereissati (CE). Na segunda-feira, Lula classificou a crítica de Jereissati como "terrorismo" num momento em que o País sente os efeitos da crise.

No discurso, Lula disse que não houve ilegalidade no empréstimo e pediu cautela a opositores e analistas. Ele reafirmou que manterá as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E informou que, até junho, quer abrir a licitação para construir o trem-bala, que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Disse ainda que tem pedido a governadores que não interrompam obras nos Estados.

O presidente chegou ao evento com 1h40 de atraso. A platéia vaiou quando o locutor citou o nome dele, mas não houve vaias quando Lula entrou no auditório. No discurso, Lula disse que faltam engenheiros no mercado. Nos anos 1980 e 1990, lembrou, a estagnação reduziu os postos de trabalho e as vagas nas universidades. Em 2006, as federais tinham 17 mil estudantes de engenharia. A previsão do governo é que o número atinja 28 mil em 2009 e 35 mil em 2012.

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