Por Sudip Kar-Gupta PARIS (Reuters) - O Credit Agricole, maior banco de varejo da França, anunciou na quarta-feira que cortará 500 empregos no Calyon, unidade de banco de investimentos que tem sido fortemente atingida pela crise de crédito global.

Metade dos cortes acontecerá na França e a outra metade nas operações internacionais do Calyon, as quais incluem escritórios relativamente grandes em Londres e Nova York. O Calyon emprega cerca de 13 mil funcionários em 58 países, inclusive o Brasil.

O Credit Agricole informou que o corte de empregos na França será baseado em redundâncias voluntárias e 'cortes naturais' causados por aposentadorias ou equipes que se mudam para outras áreas da instituição.

A crise de crédito, que afetou grandes bancos, como o UBS e o Lehman Brothers, causou perdas no Calyon nos últimos três trimestres. Também é esperado que o deficitário banco francês Natixis corte postos de trabalho nos próximos meses.

Os cortes do Calyon acontecem depois de anúncio de planos do britânico HBOS de redução de 425 postos, e do alemão Commerzbank, anunciar cortes de 9 mil empregos como parte da aquisição do Dresdner Bank.

'O problema hoje não é o Agricole, é o setor como um todo', disse Michel Dumoulin, gerente de fundos no Banque Martin Maurel, que tem 50 mil ações do Agricole em seu portfólio.

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