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A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) promete entregar, até dezembro de 2010, 20 novas passarelas. Elas serão erguidas principalmente em pontos em que os pedestres atravessam os trilhos a pé.

No início de 2008, por exemplo, 19 pessoas foram atropeladas nas linhas e 7 morreram. Além de evitar acidentes, o projeto deverá permitir o aumento na velocidade dos trens e melhorar o acesso ao Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

A travessia irregular ocorre, por exemplo, na Rua Santa Rosa de Lima, em São Miguel, na zona leste. Ao chegar à beira dos trilhos, o metalúrgico Emodan Ferreira dos Santos, de 47 anos, olha para os dois lados e, quando vê um trem, tenta calcular a distância. "Atravessar aqui é a única opção para quem vem do centro e mora deste lado do bairro", justifica. "Também tem de tomar cuidado com os assaltantes", alerta.

O movimento de pedestres no local é intenso. "Não tenho medo de atravessar, é só olhar direito", afirmou a dona de casa Maria de Lurdes, de 40 anos, que carregava a filha de 1 ano e 9 meses no colo. Também é comum presenciar mulheres com carrinhos de feira e jovens com bicicletas nos ombros. "Anteriormente, havia uma convivência entre a população e a ferrovia porque a quantidade de trens era pequena. O intervalo era superior a dez minutos. Assim, o risco oferecido pelo sistema era menor", explicou o diretor de Obras e Engenharia da CPTM, Mauro Biazzotti.

Os acidentes se tornaram mais frequentes conforme o aumento na circulação de trens. A companhia assegurou que o saldo de atropelamentos vem caindo, mas não revela o número. "O nosso projeto para 2010 é trabalhar com intervalos de 3 a 6 minutos. E o risco para o passageiro é alto porque o trem não faz barulho e a velocidade média é de 90 km por hora", afirma Biazzotti.

ALAMBRADOS
As novas passarelas, de concreto pré-moldado, estão previstas no mesmo pacote que inclui a construção ou substituição de cercas ou muros por 180 km. Desse total, 70 km receberão alambrados, por estarem em áreas de vegetação. Outros 40 km terão grades. O gasto total estimado é de R$ 99 milhões.

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