Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

CPI no RS quer abrir investigação contra Yara, Bunge e Mosaic

Porto Alegre, 27 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Insumos Agrícolas da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou hoje seu relatório final que propõe enviar as conclusões à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça com a finalidade de instaurar processo administrativo contra abuso de poder econômico por parte de fabricantes de adubo. Em suas recomendações, o relatório pede o indiciamento das empresas Yara, Bunge e Mosaic por infração à ordem econômica.

Agência Estado |

Para o relator, deputado Gilmar Sossella (PDT), houve abuso de poder econômico no reajuste de preços pelas empresas. O texto diz que o aumento de preços entre maio de 2007 e o mesmo mês de 2008 - quando a CPI foi instalada - superou a inflação ou qualquer índice de referência. Uma das fórmulas mais vendidas de adubo subiu 160% em dólares e 106% em reais, conforme o relatório. Ele descreve também a concentração de mercado, dependência da importação de matérias-primas para produzir fertilizantes e dificuldades de escoamento e logística, entre outros problemas que afetam o setor.

O diretor de relações com investidores da Yara Brasil, Ademar Fronchetti, avaliou que os deputados "não entenderam" a exposição feita pela empresa, lembrando que os fabricantes forneceram números solicitados pela CPI sobre custos e rentabilidade do negócio. Os preços de adubos, ressaltou Fronchetti, "são ditados pelo mercado internacional". O setor usa 70% de matérias-primas importadas - ou 100% no caso do Rio Grande do Sul. As empresas forneceram guias de importação à CPI, citou o diretor, observando que a Yara teve rentabilidade média anual de 2,7% nos últimos sete anos.

A Bunge informou que não havia recebido ainda o relatório e não poderia comentar. A Mosaic não respondeu ao pedido de entrevista. O relatório foi aprovado por unanimidade pela CPI. O passo seguinte é sua votação pelo plenário. Os deputados da comissão propõem o envio do texto a vários órgãos para análise, como o Ministério Público e Polícia Federal.

Qualidade

A comissão também pede investigação sobre "fraudes na qualidade" dos fertilizantes, com base em irregularidades apontadas em análises do Ministério da Agricultura. Também recomenda "estatização" de minas de fósforo e potássio, maior participação da Petrobras no mercado e criação de uma agência reguladora para o setor, entre outras propostas.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG