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Coutinho quer Fundo Soberano em financiamentos do BNDES em 2009

BRASÍLIA - Após fazer uma apelo aos senadores para que aprovem a criação do Fundo Soberano do Brasil, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que será também importante permitir que o banco de fomento use a reserva de R$ 14,2 bilhões que já está no fundo, como mais uma fonte de financiamento às empresas em 2009. O desafio é manter a taxa de investimento em evolução, para que a economia brasileira continue a crescer, justificou Coutinho, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O BNDES não tem desequilíbrios patrimoniais e não precisa de capitalização adicional, mas de aumentar seu funding para poder emprestar, declarou. Ele afirmou que o banco estatal conseguiu captar R$ 50 bilhões em 2008, de várias fontes, principalmente em empréstimos junto à União, para atender ao grande apetite do setor produtivo por investimentos e somar desembolsos de R$ 90 bilhões. Somente no financiamento para exportação foram liberados US$ 4,5 bilhões até outubro, devendo chegar a US$ 6 bilhões no ano.

Valor Online |

Mas a demanda se mantém em elevação. Mesmo com a crise, as consultas ao BNDES subiram 40% entre agosto e outubro, frente a igual período de 2007, atingindo R$ 52 bilhões nos três meses. Por isso, Coutinho mostrou-se preocupado em como garantir recursos para financiar o setor produtivo ano que vem, se não houver alívio na escassez de crédito bancário.

Ele citou a importância de se garantir recursos para os investimentos em infra-estrutura, "setor que no Brasil tem alto retorno e baixo risco". E disse acreditar que um exemplo "desse apetite por investimentos" será visto no próximo dia 26, quando serão leiloadas linhas de transmissão de energia das usinas do rio Madeira em Rondônia. "Tenho certeza de que teremos um leilão disputado acirradamente", afirmou, lembrando que o BNDES irá liberar recursos aos vencedores do leilão.

Coutinho explicou ainda que "é do interesse das economias desenvolvidas que economias em desenvolvimento, como a do Brasil, se mantenham em crescimento nesse tempo de crise". E disse que embora com a perspectiva de seguir a contração econômica mundial, o país tem três fatores que sustentam alguma evolução ano que vem.

O primeiro fator é "um sistema bancário sólido e muito capitalizado, embora em momento de cautela por causa da crise de liquidez internacional". O segundo seria "um setor privado saudável e capacitado". E em terceiro lugar Coutinho citou a demanda interna, que "não deve crescer mais a 30% ao ano, mas continua a ter um bom potencial de expansão".

Na CAE, Coutinho explicou que o Fundo Soberano terá a função anticíclica para uso em períodos de baixa da economia, com duas fontes: fiscal e cambial. Do lado fiscal, ele lembrou que o governo elevou de 3,8% para 4,3% do PIB, a meta de superávit primário em 2008 para dar lastro ao fundo, que são os R$ 14,2 bilhões apartados do Orçamento da União.

Esse recursos deverão ser usados em 2009, enfatizou, para fomentar o crescimento da economia. No futuro, se não houver sobra de poupança para o pagamento de juros da dívida (superávit primário), Coutinho disse que a riqueza da camada de pré-sal do petróleo "será a grande fonte", não só do fundo soberano, mas também "para garantir superávits na balança comercial" do país.

A fonte cambial também é matéria futura, pois dependerá de o país voltar a ter resultados positivos na conta corrente (que registra todas as transações com o exterior) e poder fazer aplicações em moeda estrangeira no exterior. "O BNDES poderá, então, se valer desses ativos do fundo e emprestar em dólares a empresas brasileiras que atuam no exterior", explicou ele.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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