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Coutinho diz que BNDES tem folga orçamentária para cumprir desembolsos

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem folga para cumprir as necessidades de desembolso para 2010 sem precisar recorrer a novos aportes do Tesouro Nacional ou outras formas de capitalização. A afirmação foi feita pelo presidente da instituição, Luciano Coutinho, que estimou que os desembolsos do banco este ano oscilarão entre R$ 126 bilhões e R$ 127 bilhões. O executivo lembrou que os desembolsos nos 12 meses encerrados em março, de R$ 144,254 bilhões, já superaram essa expectativa, mas lembrou que neste montante estão incluídos os R$ 25 bilhões destinados à Petrobras no ano passado, no auge da crise internacional. "Este empréstimo à Petrobras não se repetirá nessa mesma escala esse ano. A Petrobras continua acessando linhas do banco, continua sendo cliente, mas ele não se repetirá nessa escala", disse Coutinho.

Valor Online |

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem folga para cumprir as necessidades de desembolso para 2010 sem precisar recorrer a novos aportes do Tesouro Nacional ou outras formas de capitalização. A afirmação foi feita pelo presidente da instituição, Luciano Coutinho, que estimou que os desembolsos do banco este ano oscilarão entre R$ 126 bilhões e R$ 127 bilhões. O executivo lembrou que os desembolsos nos 12 meses encerrados em março, de R$ 144,254 bilhões, já superaram essa expectativa, mas lembrou que neste montante estão incluídos os R$ 25 bilhões destinados à Petrobras no ano passado, no auge da crise internacional. "Este empréstimo à Petrobras não se repetirá nessa mesma escala esse ano. A Petrobras continua acessando linhas do banco, continua sendo cliente, mas ele não se repetirá nessa escala", disse Coutinho. "Temos ainda que ver o que está acontecendo (na economia), mas a expectativa é compartilhar mais com o setor privado", acrescentou, justificando a expectativa inferior para este ano ao desembolso de R$ 137,3 bilhões em 2009. Coutinho afirmou que o objetivo do banco de fomento é chegar a um denominador comum com o setor financeiro privado para a retomada do investimento baseado no financiamento privado, duramente afetado durante a crise e suprido pelo BNDES. Entre as possibilidades estudadas para estimular o setor privado Coutinho citou fundos de crédito e fundos de debênture."Tenho a expectativa de que esse ano vai ser mais fácil o desenvolvimento vir do lado do mercado de capitais do que do lado do crédito, olhando do ponto de vista de longo prazo", ponderou. Sobre o desempenho do banco, Coutinho considerou"bastante firme"os desembolsos de R$ 144,254 bilhões acumulados em 12 meses encerrados em março, assim como os R$ 25,497 bilhões do primeiro trimestre. O executivo chamou a atenção para os R$ 9,934 bilhões destinados no primeiro trimestre para o setor de infraestrutura, superando a indústria, que ficou com R$ 7,728 bilhões. "Chamo atenção para a robustez da demanda de investimentos em infraestrutura, refletindo nas aprovações", destacou Coutinho, lembrando que o setor de infraestrutura teve aprovações de R$ 11,604 bilhões. Outro bom resultado comemorado por Coutinho foi o do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que destinou 85% da carteira de R$ 50 bilhões para a aquisição de máquinas e equipamentos, principalmente na indústria. Segundo o BNDES, R$ 29,2 bilhões foram destinados para compra de bens de capital, R$ 15,6 bilhões para ônibus e caminhões, R$ 8,6 bilhões para exportação e R$ 400 milhões para inovação. "O PSI foi extremamente bem-sucedido, acelerou e generalizou nos últimos meses o reequipamento da indústria brasileira. Nos meses mais recentes, especialmente no último trimestre, o investimento deixou de estar concentrado e começou a se espraiar para a grande maioria das cadeias na indústria", disse Coutinho. (Rafael Rosas | Valor)
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