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Corte no fornecimento de gás russo já afeta países da Europa

SÃO PAULO - Piorou nesta terça-feira a disputa entre Rússia e Ucrânia acerca do fornecimento de gás natural. O corte ordenado por Moscou já atinge a Turquia e uma faixa da Europa, visto que o gás russo enviado a esses países passa obrigatoriamente pelo território ucraniano.

Valor Online |

Há também o temor de que o corte prejudique o abastecimento de países como Itália e Alemanha.

A União Européia (UE), que compra da Rússia um quarto do gás natural que consome, pediu a Moscou e Kiev que encontrem uma solução ainda nesta semana. Membros da estatal de energia ucraniana disseram que voarão para a capital russa na próxima quinta-feira para uma nova rodada de negociações.

Bulgária, Turquia, Macedônia, Grécia e Croácia informaram que o fluxo de gás russo via Ucrânia vem sendo paralisado, criando o que a Bulgária chamou de uma " situação de crise " no meio do inverno.

Países membros da União Européia, Áustria e Romênia disseram que as entregas caíram 90% e 75%, respectivamente, e a estatal de energia da Alemanha alertou que o país poderá viver um déficit de gás, caso a disputa entre Rússia e Ucrânia se arraste por mais tempo, bem como as baixas temperaturas.

Países como Polônia, República Checa e Eslováquia também manifestaram problemas no recebimento do combustível.

No centro da disputa, a estatal russa Gazprom pode garantir diretamente apenas o fornecimento de 7 milhões de metros cúbicos diários para a Itália, ou menos de 20% do volume necessário. O país já pensa em importar gás natural de fornecedores alternativos.

A empresa alega que a Ucrânia violou três gasodutos e teria roubado o equivalente a 65 milhões de metros cúbicos de gás, que os russos exigem que sejam devolvidos. Diariamente, a Gazprom envia cerca de 300 milhões de metros cúbicos de gás via Ucrânia, volume que está hoje abaixo dos 100 milhões de metros cúbicos.

(Valor Online, com agências internacionais)

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