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Cortadores de cana aprovam fim da greve na Santelisa Vale

Ribeirão Preto, 15 - Cortadores de cana do Grupo Santelisa Vale decidiram hoje em assembléia em Morro Agudo (SP) encerrar a greve que durou mais de uma semana nas lavouras de duas unidades da companhia, MB e Continental. Em votação secreta, 530 trabalhadores optaram por aceitar e 342 por rejeitar a proposta de reajuste de 12,38% sobre o piso de 30 de abril e sobre o adicional pago por tonelada de cana cortada.

Agência Estado |

Onze trabalhadores votaram em branco e um anulou o voto.

Segundo a advogada Olga Maria Melzi, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bebedouro (SP), que negociou o acordo, "com a decisão, os cortadores devem voltar ao trabalho amanhã ou quando a empresa precisar deles", disse. Pelo acordo aprovado na assembléia, o salário mínimo dos cortadores chega a R$ 500, tendo como base 1º de agosto, e o adicional por tonelada da cana variará de R$ 3,1342 para o primeiro corte a R$ 2,9720 para os outros cortes. Um ciclo na lavoura de cana normalmente tem, no máximo, entre cinco e sete cortes. Segundo o sindicato, cerca de 4 mil trabalhadores estavam em greve.

Além do reajuste, o acordo inclui a criação de uma comissão para elaborar estudo que definirá adicionais pagos aos trabalhadores para compensar a perda de produção dependendo do grau de dificuldade do corte e do grau de exigência da empresa. A empresa se comprometeu ainda, enquanto seguirem as negociações, a não tomar atos de represália contra os trabalhadores, pagar os dias parados e restabelecer os convênios médicos e de farmácia suspensos. Já os trabalhadores se comprometeram a não retomarem as greves até a avaliação do estudo elaborado.

O Grupo Santelisa Vale informou que irá aguardar a comunicação oficial do fim da greve para definir se irá fazer algum tipo de manifestação oficial.

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