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Corrida para repor as perdas do Plano Verão

Para pedir na Justiça a reposição das perdas com o Plano Verão, quem tinha dinheiro na caderneta de poupança em janeiro de 1989, com o aniversário da conta entre os dias 1º e 15, deve entrar com ações contra os bancos até 31 de dezembro deste ano. Milhões de poupadores deixaram de ganhar 20,36% dos depósitos em suas cadernetas, com a implantação do Plano Verão, em 1989.

Agência Estado |

Em vez da correção de 42,72%, as contas foram remuneradas por 22,36%. A Justiça reconhece o direito dos poupadores à devolução dos valores não creditados.

Segundo estimativa do Banco Central (BC), a alteração da forma de atualizar as poupanças, feita durante o plano, provocou perdas de quase R$ 44 bilhões a seus titulares. Em valores atualizados, o prejuízo chega a R$ 110 bilhões. "Se não for reivindicado, esse montante continuará nas mãos dos bancos", diz a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Novais. A diferença entre os índices de correção do Plano Verão é maior que a do Bresser - nesse plano, as contas foram atualizadas por 18,02% e o correto era 26,06%. "Por isso, os valores a serem ressarcidos também devem ser maiores", afirma a advogada do Idec.

Apesar disso, após as longas filas formadas por investidores em maio de 2007, últimos dias do prazo do Plano Bresser, advogados e entidades de defesa de consumidor prevêem menos tumulto este ano. "O Plano Bresser acordou a população”, diz o advogado Alexandre Berthe, do escritório Berthe e Montemurro. O escritório, especializado em direito bancário e atuante em todo o Estado de São Paulo, tem atendido cerca de 150 casos de poupadores do Plano Verão por semana. Os poupadores podem mover ações próprias (individuais), por meio de advogado particular ou dos Juizados Especiais (Federais, para contas da Caixa Econômica Federal, e Estaduais, para demais bancos), de forma gratuita. Nos juizados, o valor reclamado não pode exceder 20 ou 60 salários mínimos. Há ainda a opção, para quem tinha conta em determinados bancos, de utilizar as sentenças que já foram dadas a ações civis públicas movidas pelo Idec em 1993. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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