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Correios estão se virando com a greve

Mesmo diante da greve dos carteiros, que começou na terça-feira da semana passada, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tenta encontrar uma forma de contornar a paralisação e manter a entrega de correspondências - mesmo que de forma mais lenta. Para isso, a companhia tem realizado deslocamentos de funcionários entre as agências e contratado trabalhadores temporários, de forma terceirizada.

Agência Estado |

Com a paralisação, 35% dos 240 milhões de correspondências postadas ainda não foram entregues, o que representa 84 milhões. Entre as encomendas, apenas 6% de um total de 6 milhões, informa a ECT, não chegaram ao destinatário. Mesmo com a greve, a empresa mantém o envio de cartas normais e Sedex. Porém, os serviços de Sedex Hoje, Sedex 10 e Disque Coleta ainda estão suspensos por prazo indeterminado. A empresa entrega por dia, com funcionamento normal, 33 milhões de objetos.

Como plano de emergência para impedir a paralisação total das atividades, a ECT determinou a realocação de funcionários entre as agências. A idéia é retirar trabalhadores de uma região onde a greve tem pouca adesão e distribuí-los em locais nos quais a paralisação é maior. Ainda assim, a empresa esclareceu ontem que algumas regionais estão contratando mão-de-obra terceirizada temporária.

Na próxima terça-feira, a ECT vai se reunir com representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) em Brasília, em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na última semana, a Justiça ordenou que a categoria deveria manter pelo menos 50% dos funcionários nos postos de trabalho, sob pena de autuação em caso de descumprimento da medida.

Segundo o sindicato dos trabalhadores, a paralisação é uma forma de pressionar o governo a retomar o pagamento do aditivo de risco, espécie de bônus por periculosidade. Esse benefício foi prometido pela ECT no fim do ano passado. Em caráter emergencial, a empresa pagou durante o primeiro semestre abono equivalente a 30% do salário. No entanto, no último dia 1º esse bônus foi substituído um valor fixo de R$ 260. A federação pede a volta do pagamento de 30%.

Entrega de remédios

Com a greve, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou ontem que os pacientes cadastrados no programa Remédio em Casa podem retirar seus medicamentos na unidade de saúde em que se cadastraram. É necessário apresentar cópia da última receita e cartão SUS. Essa foi a saída encontrada para manter o fornecimento de remédios de uso contínuo.

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