(Corrige 8o parágrafo da matéria de 8 de abril para esclarecer que CPFL não faz parte do mencionado consórcio)

BRASÍLIA, 9 de abril (Reuters) - O governo brasileiro vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), com ou sem empresas privadas interessadas, afirmou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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CORREÇÃO-Lula garante Belo Monte mesmo sem setor privado

(Corrige 8o parágrafo da matéria de 8 de abril para esclarecer que CPFL não faz parte do mencionado consórcio)

BRASÍLIA, 9 de abril (Reuters) - O governo brasileiro vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), com ou sem empresas privadas interessadas, afirmou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reuters |

(Corrige 8o parágrafo da matéria de 8 de abril para esclarecer que CPFL não faz parte do mencionado consórcio)

BRASÍLIA, 9 de abril (Reuters) - O governo brasileiro vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), com ou sem empresas privadas interessadas, afirmou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Isso é importante ficar claro em alto e bom som, nós faremos Belo Monte, entre ou não entrem (empresas)", disse Lula a jornalistas após evento no Itamaraty.

O leilão da usina de Belo Monte está marcado para o dia 20 de abril, mas um dos consórcios que iriam disputar o empreendimento, liderado por Camargo Corrêa e Odebrecht, anunciou na noite de quarta-feira que desistiu da disputa devido à baixa tarifa estipulada como preço-teto do leilão, de 83 reais o megawatt-hora.

Sem mencionar se alguma empresa privada estaria interessada no leilão, Lula deixou claro que o governo não vai ceder aos apelos das empresas e aumentar a tarifa.

"Entrem ou não entrem (as empresas) nós precisamos encontrar o preço justo, e não o preço que alguém quer nos impor", disse sem citar nomes.

Segundo o Valor Econômico nesta quinta, o governo estaria tentando montar um consórcio liderado pelo Grupo Bertin, e do qual fariam parte também as construtoras OAS, Mendes Júnior e Queiroz Galvão. Procuradas pela Reuters, as empresas não haviam se pronunciado até o momento sobre o interesse no leilão de Belo Monte.

As únicas empresas que já garantiram presença no leilão estão reunidas em um consórcio liderado pela construtora Andrade Gutierrez, que na semana passada respondeu à chamada pública da Eletrobras para parceria depois do leilão, com participação de até 49 por cento para a estatal.

Fazem parte deste consórcio Vale, Votorantim e Neoenergia.

Lula confirmou que o leilão de Belo Monte será realizado, mas não detalhou se o evento ocorrerá mesmo no próximo dia 20.

"Nós vamos fazer o leilão, nós esperamos 4, 5 ou mais grupos", disse otimista.

De acordo com o presidente, se a obra não for construída por empresas privadas o governo pode assumir o investimento, que pelas contas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) giram em torno dos 19 bilhões de reais.

"Estejam certos que quem apostar que o governo não tem cacife para fazer (...) o governo fará Belo Monte", afirmou.

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