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Diferente do publicado em nota anterior, o empresário Eike Batista disse que há entendimentos para a instalação de apenas duas usinas no Porto do Açu, uma de US$ 15 bilhões, da Techint, e outra de US$ 6 bilhões, de empresa não revelada pelo empresário. Segue a íntegra da nota corrigida:

RIO - O empresário Eike Batista revelou que o grupo ítalo-argentino Techint tem interesse em investir até US$ 15 bilhões para instalar uma siderúrgica com capacidade de produzir 10 milhões de toneladas de aço e tubos de aço na retroárea do Porto do Açu, em São João da Barra, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro.

Amanhã nos encontraremos com Paolo Rocca, presidente e dono da Techint, e ele vai anunciar a intenção da Techint de investir US$ 15 bilhões em uma usina siderúrgica no Açu, frisou Eike, que participou hoje da cerimônia de entrega da licença prévia para construção de uma termelétrica do grupo MPX com capacidade de produzir 2.100 MW e que também será instalada na retroárea do Açu.

O empresário acrescentou que o grupo EBX - controlador da LLX, dona do Porto do Açu, e da MPX, dona da térmica - negocia com outra siderúrgica a instalação de uma segunda usina na região, que demandaria investimentos de R$ 6 bilhões para produção de 6 milhões de toneladas de aço. Batista não quis revelar o nome dessa siderúrgica.

Vamos agregar valor à matéria-prima brasileira, que é algo que temos obrigação de fazer, disse o empresário.

Paolo Rocca já havia admitido ao Valor Econômico o interesse em instalar uma usina no Porto do Açu. Na época, o principal executivo do grupo revelou que a planta de tubos e placas de aço estaria avaliada em US$ 3 bilhões.

O grupo ítalo-argentino é controlado pela família Rocca e atua em engenharia e construção, na área de petróleo e gás, em siderurgia e na fabricação de tubos para a indústria de petróleo e gás. Na área de siderurgia, a Techint possui as holdings Tennaris, maior fabricante de tubos de aço do mundo, e Ternium, que produz aços longos e planos.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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