A nota enviada anteriormente reproduz um erro da agência Dow Jones com relação à data e ao valor do último recorde de fechamento do petróleo, que foi de US$ 145,29 por barril registrado no dia 3 de julho e não o fechamento de US$ 145,18 por barril de segunda-feira passada. Segue o texto corrigido: Os preços dos contratos futuros do petróleo despencaram mais US$ 5 o barril nesta quinta-feira.

A queda acumulada de US$ 16 em três dias é a maior da história, em dólares. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o barril do petróleo leve caiu US$ 5,31, ou 4%, para US$ 129,29, menor valor desde 5 de junho. O petróleo Brent fechou em baixa de US$ 4,74, a US$ 131,07, no mercado eletrônico ICE, em Londres.

Os contratos futuros recuaram 10,95% desde o fechamento em US$ 145,18 o barril na última segunda-feira. A onda de vendas do petróleo começou na terça-feira com os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, indicando que a desaceleração da economia dos EUA durará mais do que o esperado. A pressão de queda se intensificou ontem com a surpreendente elevação nos estoques do petróleo nos EUA e continuou hoje com um aparente descongelamento das relações entre EUA e Irã.

O petróleo ignorou por meses indicadores financeiros negativos nos EUA. A fraca economia foi até fator indireto para a alta do petróleo, uma vez que os investidores usaram as matérias-primas (commodities) para se protegerem do declínio do dólar. Tom Bentz, analista do banco BNP Paribas, vê o recuo recente como uma correção e acredita que o petróleo manterá seu avanço meteórico no longo prazo. Outros, no entanto, acreditam que o declínio vai continuar.

As vendas de hoje foram acentuadas pelo vencimento das opções de agosto. Quando o petróleo caiu abaixo de US$ 135 o barril, os corretores ficaram sob enorme pressão para mandarem os preços abaixo do próximo nível com mais apostas nas opções, US$ 130 o barril. Para muitos, a única saída era vender contratos futuros.

Os corretores estarão atentos a uma conferência no sábado entre autoridades iranianas e da União Européia. A reunião vai centrar foco nos incentivos para que o Irã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio. Um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA deve participar das conversas, marcando o mais alto nível de contato entre os EUA e o Irã desde a revolução iraniana em 1979. As informações são da agência Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.