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A nota enviada às 14h49 apresenta imprecisão no título. Segue o texto com o título corrigido: BRASILIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje que a economia brasileira apresenta uma situação de"indubitável"melhoria, cabendo ao governo trabalhar e aguardar que as agências de rating melhorem a classificação do país.

A nota enviada às 14h49 apresenta imprecisão no título. Segue o texto com o título corrigido: BRASILIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje que a economia brasileira apresenta uma situação de"indubitável"melhoria, cabendo ao governo trabalhar e aguardar que as agências de rating melhorem a classificação do país. Junto com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Meirelles esteve hoje na CPI da Dívida Pública da Câmara dos Deputados. Ele levou alguns números que já divulgou em outras palestras, assegurando aos parlamentares que o Brasil fez"uma inversão de um ciclo vicioso para um ciclo virtuoso"na economia. O sistema de metas de inflação reduziu juros e inflação, e em consequência, a queda dos juros nominais diminuiu a dívida pública, assim como o controle fiscal de sucessivos superávits primários. O país acumulou reservas e cortou a dívida externa, com a ajuda do regime de câmbio flutuante e melhoria sequente do risco externo e do risco-país, continuou o presidente do BC. "Uma política econômica deve ser medida pelos resultados; não se pode analisar apenas itens pontuais", afirmou Meirelles, ao discursar sobre a melhoria dos indicadores macroeconômicos do país. Mas o presidente do BC não quis dar respostas sobre as expectativas de inflação em alta. Respondeu apenas que a inflação é uma questão de política monetária, e como o Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá ao fim do mês para avaliar a taxa básica de juros, ele iria antecipar a decisão. Resposta evasiva também foi dada por Meirelles sobre as chances de nova redução nos depósitos compulsórios dos bancos, como instrumento de política monetária que pode se contrapor a eventual elevação da taxa Selic pelo Copom. "Não pré-anunciamos decisões de política monetária", afirmou ele, reiterando que a recente devolução de quase R$ 71 bilhões aos bancos deixou o compulsório"restabelecido aos níveis pré-crise"mundial do fim de 2008. O ministro da Fazenda tomou a palavra por bem mais tempo que Meirelles, na CPI, para defender o endividamento público, que segundo ele não representa"nenhum pecado". Ante críticas dos parlamentares sobre a salgada conta de juros da dívida pública, Mantega rebateu:"Eu também não gosto do pagamento de juros. O Brasil chegou a ser campeão mundial de pagamento de juros, no passado". Tomando dados da dívida líquida do setor público não-financeiro, o ministro citou que a carga de juros correspondeu a 5,44% do PIB em 2009. Mas tem previsão de queda para 4,8% do PIB este ano. "Ainda é alto? É alto, ainda acho alto"o volume de juros apropriados, disse ele."Mas temos essa perspectiva de redução, e até bem pouco tempo, essa carga era de 8% do PIB", comentou o ministro da Fazenda. Ele também reiterou que as taxas ao consumidor estão elevadas, porque falta concorrência na rede bancária, apesar dos bancos públicos praticarem custos ligeiramente abaixo do mercado, como é o caso do BNDES. (Azelma Rodrigues | Valor)
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