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Correção: linhas são leiloadas, mas preço cai só 7,15%

O título da nota enviada anteriormente contém uma incorreção. O deságio médio foi de 7,15% e não de 7,5% como informado.

Agência Estado |

O texto está correto e segue abaixo, na íntegra.

Com um deságio médio de 7,15% - um dos menores da história dos seus leilões de linhas de transmissão - a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conseguiu negociar os sete lotes de obras que deverão integrar o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, em Rondônia, ao Sistema Interligado Nacional (SIN). "O resultado foi um sucesso", disse o diretor geral da Aneel, Jerson Kelman. Ele atribuiu o baixo deságio a um maior ajuste dos preços oferecidos pela reguladora, descartando o impacto da crise econômica mundial sobre os investidores que atuaram no leilão.

Na mesma linha, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que a disputa de hoje pelas linhas do Madeira foi "um teste que provou que a crise não chegou ao Brasil." "São R$ 7 bilhões em investimentos totais num curto prazo. Estamos muito contentes de que o Brasil passou neste teste", disse Tolmasquim.

Ambos minimizaram também o fato de que o grupo Eletrobrás foi o principal destaque do leilão, por ser o maior vencedor individual na disputa. As coligadas do grupo (Eletronorte, Eletrosul, Furnas e Chesf) formaram parcerias e integraram os grupos vencedores em cinco dos sete lotes. Para o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, no entanto, o grupo Eletrobrás não foi responsável pelo "sucesso" do leilão. Ele destacou o fato de que as coligadas do grupo eram minoritárias nos consórcios em que participaram - não ultrapassando a 24,5% cada uma - e formaram parcerias com sócias que possuem capital nacional - Camargo Correa - e internacional - Abengoa. "Isso afasta essa crítica de que não houve interessados estrangeiros no leilão", afirmou Zimmermann.

As empresas citadas, no entanto, têm suas subsidiárias brasileiras e, portanto, estarão aptas a recorrer a financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Vamos buscar o que pudermos junto ao BNDES e depois recorrer ao mercado para encontrar o restante. Mas o que é animador é que junto às instituições a que já recorremos para buscar este aporte vimos a credibilidade que o Brasil possui e acreditamos que não haverá dificuldade de obter o crédito para este empreendimento", disse o presidente da Cteep, Sidney Martins.

Única empresa com capital 100% estrangeiro e sem sede no Brasil, a espanhola Isolux - presente e vencedora em leilões anteriores - perdeu os dois lotes disputados. O diretor da companhia, Francisco Corrales, afirmou que a opção da companhia de oferecer preços muito próximos do teto permitido pela Aneel, foi por conta da dificuldade de obtenção de crédito no mercado financeiro. "Se tentássemos forçar muito, ficaria difícil", disse, completando que não saiu "decepcionado": "É um jogo".

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