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Correção: IPCA mostra elevação de 1,05% dos alimentos

Correção: a nota enviada anteriormente contém um erro no título. A elevação dos preços dos alimentos foi de 1,05% e não de 10,5%.

Agência Estado |

O texto não contém incorreções e segue novamente:

Os aumentos dos preços dos produtos alimentícios desaceleraram de 2,11% em junho para menos da metade (1,05%) em julho, segundo divulgou hoje o IBGE. Apesar da redução do ritmo de reajustes, os alimentos contribuíram com 0,24 ponto porcentual, ou quase a metade do IPCA de julho (0,53%).

Segundo o documento de divulgação do IPCA, a maioria dos produtos alimentícios mostrou crescimento mais ameno nos preços de um mês para o outro. Mesmo com redução na taxa, as carnes (de 6,91% em junho para 4,35% em julho) mais uma vez ficaram com a maior contribuição individual do mês: 0,09 ponto porcentual.

No período, alguns alimentos chegaram a registrar variações negativas nos preços. O consumidor pagou menos pelo arroz, produto que havia registrado alta de 9,90% em junho e que teve queda de 0,51% em julho. Outros produtos importantes na alimentação das famílias apresentaram taxas negativas, como a farinha de trigo (de 2,37% em junho para -1,75% em julho) e o pão francês (de 1,32% para -0,11%).

A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse que a desaceleração na alta dos preços dos produtos alimentícios pode estar relacionada a medidas tomadas recentemente pelo governo para conter a escalada dos reajustes de preços. "Ainda é cedo para dizer o que aconteceu, há quem diga que é uma queda de consumo, mas há indícios de que algumas ações fizeram os preços recuarem, como a retirada de impostos sobre o trigo e o anúncio do plano da safra do ano que vem, com incentivos para os produtores agrícolas", afirmou.

Eulina citou também a safra recorde estimada em 145,3 milhões de toneladas como possível fator de contenção dos reajustes de preços. Segundo ela, ainda não é possível afirmar que o recuo na alta dos alimentos seja uma tendência. "É preciso um tempo maior para checar se é uma tendência, esses resultados têm que ser consolidados", afirmou.

Preços administrados

Já os produtos não-alimentícios subiram 0,38% em julho, ante 0,34% em junho, "tendo em vista reajustes ocorridos em itens importantes com preços administrados ou controlados". Dos nove grupos que compõem o IPCA, segundo o documento de divulgação do índice, três mostraram aumento na variação de preços de junho para julho: habitação (de 0,26% para 0,60%), transportes (de 0,26% para 0,46%) e comunicação (de 0,29% para 0,36%).

Nos gastos com habitação (0,60%), as principais pressões foram exercidas pelas contas de energia elétrica, com alta de 0,93%. Foram destaques também no grupo a variação de 0,79% na taxa de água e de esgoto e os aluguéis residenciais, com aumento de 0,58%. No grupo comunicação (0,36%), a alta foi causada por reajustes autorizados pela Anatel nos serviços de telefonia fixa, na última semana de julho, o que levou a uma variação de 0,62% no item.

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