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Correção: Fracasso na OMC é um retrocesso

A nota enviada anteriormente contém um erro no terceiro parágrafo, sobre o cargo de um possível candidato à presidência da Índia. O correto seria citar o ministro do Comércio e não o de Relações Exteriores.

Agência Estado |

Segue a íntegra da nota corrida:

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, lamentou hoje o fracasso das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, para impulsionar a Rodada Doha. "É lamentável. É uma pena a gente ter trabalhado tanto para não dar em nada. Eu tinha dito antes que era melhor um acordo menor, menos ambicioso do que nenhum acordo. É um retrocesso. Tínhamos chegado a um ponto positivo no final e agora vamos ter que trabalhar em outra linha completamente diferente", afirmou Miguel Jorge, ao chegar ao Palácio do Itamaraty para o almoço oferecido pelo governo brasileiro ao presidente da Costa Rica, Oscar Arias Sánchez.

Segundo o ministro, resta ao Brasil, agora, promover acordos bilaterais e multilaterais. Na avaliação do ministro o Brasil não está atrasado na busca desses acordos. "Não acho que estejamos atrasados, até porque temos que procurar esses acordos junto com o Mercosul", afirmou o ministro, lembrando que vários acordos estão para ser aprovados no Congresso Nacional, o que demonstra que o Brasil não deixou de procurar acordos comerciais com outros países.

Na opinião do ministro, o Mercosul não saiu dividido nesse episódio, pelo fato de o Brasil ter apoiado proposta dos Estados Unidos e da União Européia, nas negociações, em Genebra. Para o ministro, o catalisador do fracasso foi o impasse entre Estados Unidos e Índia. Ele atribuiu o fracasso das negociações a uma questão política: do lado dos EUA, um governo em fim de mandato (o do presidente George W. Bush), e do lado da Índia, um ministro do Comércio que seria um possível candidato à presidência do país (Kamal Nath). "Esse acordo precisava muito mais de decisão política do que de decisão técnica", afirmou.

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