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Correção: Em pregão morno, Bovespa recua 1,30%

A nota divulgada anteriormente contém uma informação errada no segundo parágrafo, no que se refere à pontuação máxima da Bovespa. Onde estava grafado 30.

Agência Estado |

570 pontos leia-se 39.570 pontos. A seguir, a íntegra corrigida:

A Bovespa teve uma segunda-feira morna, com volume baixo, apesar do exercício de opções sobre ações. O feriado dos EUA do Dia de Martin Luther King Jr. e a posse de Barack Obama amanhã no país deixaram os poucos investidores em "stand by". O pacote de socorro ao sistema financeiro do Reino Unido, que levou as bolsas europeias e brasileiras momentaneamente para cima, foi ofuscado pelo alerta de prejuízo do Royal Bank of Scotland (RBS).

O principal índice da Bolsa doméstica recuou 1,30%, aos 38.828,32 pontos. Na mínima, atingiu 38.700 pontos (-1,63%) e, na máxima, 39.570 pontos (+0,58%). No mês, acumula ganhos de 3,40%. O giro financeiro totalizou R$ 2,824 bilhões. Desse total, o vencimento movimentou R$ 1,184 bilhão, sendo R$ 893,305 milhões em opções de compra e R$ 290,276 milhões em opções de venda.

Sem o referencial norte-americano, a Bolsa doméstica trabalhou de olho na Europa. Apesar de o Reino Unido ter anunciado um pacote de ajuda ao setor bancário (o segundo) de até US$ 149 bilhões, o alerta de prejuízo emitido pelo RBS assustou. O banco avisou que anunciará uma perda de até 8 bilhões de libras (US$ 11,769 bilhões) referente ao ano passado, devido às condições difíceis do mercado e alertou que "persistem incertezas significativas" em seus negócios. A instituição informou ainda que o governo britânico vai substituir os 5 bilhões de libras em ações preferenciais do RBS por novas ações ordinárias.

Com isso, as bolsas na Europa fecharam em baixa, puxadas pelos papéis de bancos. O índice FT-100 da bolsa de Londres caiu 0,93%. As ações do Royal Bank of Scotland (RBS) caíram 64,27% em Londres. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,90%; em Frankfurt, o índice DAX-30 teve declínio de 1,15%.

No Brasil, ao contrário, o segmento financeiro serviu para conter as perdas, já que subiu em bloco. A maior alta do setor foi de Itaú PN, com +1,46%. Bradesco PN avançou 0,14%; Unibanco Unit, 0,81%; e Banco do Brasil ON, 0,28%.

Os investidores domésticos estão sem apetite - vide o giro financeiro do dia - e aguardam a posse de Obama na presidência dos Estados Unidos, amanhã, para ver se um rumo clareia no horizonte. Ninguém, entretanto, espera uma melhora milagrosa, da noite para o dia. Ainda mais porque a temporada de balanços é carregada e os dados que vêm pela frente não devem ser muito animadores. Assim como também não têm sido os indicadores brasileiros.

Hoje, o Ministério do Trabalho divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apurou em dezembro o fechamento de quase 655 mil postos de trabalho formais, o pior resultado mensal da série histórica. Embora a Bolsa não tenha reagido aos números, os analistas acreditam que eles reforçam um corte mais ousado da taxa Selic pelo Banco Central. O mercado aposta majoritariamente numa redução de 0,75 ponto, mas há quem estime um corte de 1 ponto. O Comitê de Política Monetária do Banco Central anuncia a nova taxa na quarta-feira.

No exterior, os metais básicos fecharam a maior parte em alta. No Brasil, Vale e siderúrgicas recuaram - exceção para CSN ON (+1,01%). Vale ON perdeu 1,10% e Vale PNA caiu 0,79%. Petrobras também caiu, 1,83% a ON e 1,85% a PN. No pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York, às 18h14 (de Brasília), o petróleo operava em baixa de 5,12%, a US$ 34,64 por barril.

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