Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

CORREÇÃO: Dólar retoma tendência de alta e se aproxima de R$ 2,30

A variação do dólar comercial foi divulgada de forma errada na nota anterior. A alta da moeda em relação ao último fechamento foi de 2,32% e não de 3,32%.

Valor Online |

Segue a íntegra corrigida.

SÃO PAULO - A moeda norte-americana registrou o segundo dia consecutivo de alta ante o real. O aumento de preço está alinhando com a instabilidade no mercado externo e à maior aversão ao risco, seguindo uma nova rodada de dados econômicos negativos na Europa e nos Estados Unidos.

Uma puxada nas compras no final da sessão fez o dólar comercial encerrar na máxima do dia, valendo 2,290 na compra e R$ 2,292 na venda, ou alta de 2,32% sobre o valor de ontem. Em duas sessões, a divisa subiu mais de 5%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa subiu 1,79%, fechando a R$ 2,28. O giro financeiro somou US$ 229,5 milhões, quase três vezes mais do que o registrado ontem.

Vale destacar que o real perdeu valor "sozinho" hoje, pois outras dividas de países emergentes e desenvolvidos avançaram contra o dólar.

De acordo com o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, o mercado de câmbio retoma sua tendência natural de alta depois das perdas do começo do ano.

Na avaliação do especialista, o real reagiu conforme o preço das commodities, mais especificamente o petróleo, não teve força para romper a marca de US$ 50 o barril. Com isso, a divisa brasileira, que ensaiou entrar em tendência de baixa, voltou a ganhar fôlego.

Para o especialista, o equilíbrio de curto prazo do dólar está entre R$ 2,3 e R$ 2,4 e não nos R$ 2,2 como se estimava no começo da semana.

Outra questão que influencia a formação da taxa é a expectativa de corte de pelo menos 2 pontos percentuais na taxa básica de juros brasileira ao longo de 2009.

Negrisolo lembra que mesmo com tal redução, que levaria a Selic para baixo de 12%, a taxa segue bastante atrativa para as operações de arbitragens. No entanto, esse tipo de negócio perde apelo em função do ambiente externo negativo e maior aversão ao risco.

"Otimismo agora é contra os fundamentos. Não tem notícias que possam mudar o cenário", afirma o especialista.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG