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CORREÇÃO: DIs se ajustam após Copom e taxas longas sobem na BM F

Ao contrário do que foi publicado na nota anterior, até às 16h30, antes do ajuste de final de posições, foram negociados hoje 639.335 contratos, equivalentes a R$ 56,792 bilhões (US$ 26,638 bilhões).

Valor Online |

O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 248.785 contratos, equivalentes a R$ 24,32 bilhões (US$ 11,40 bilhões). Segue a íntegra corrigida:
SÃO PAULO - As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) fecharam com trajetórias divergentes nesta jornada. Após a decisão de manutenção do juro básico brasileiro, os contratos de curto prazo recuaram, enquanto os de longo prazo ampliaram as taxas, em movimento classificado por agentes do setor de realização de curto prazo, devido ao profundo ajuste de baixa das taxas ao longo desta semana.

Ao final do pregão, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,32 ponto percentual, a 15,56% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou a 16,21%, com aceleração de 0,47 ponto percentual. O contrato para janeiro de 2012 projetava 16,64%, ganho de 0,63 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro caiu 0,11 ponto percentual, para 13,67% ao ano. O vencimento para dezembro de 2008 terminou a 13,70% ao ano, com recuo de 0,07 ponto percentual. Já o vencimento para janeiro de 2009 fechou estável a 13,83%.

Até as 16h30, antes do ajuste final de posições, foram negociados 639.335 contratos, equivalentes a R$ 56,792 bilhões (US$ 26.638 bilhões). O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 248.785 contratos, equivalentes a R$ 24,32 bilhões (US$ 11,40 bilhões).

Agentes do segmento se surpreenderam com o movimento das taxas de longo prazo hoje. Depois do corte do juro americano e da melhora, pelo menos pontual, do humor dos investidores estrangeiros desde ontem, o mercado também avaliou hoje a manutenção do juro básico local como uma sinalização pontual de pausa do ciclo de alta em momento de turbulência e incerteza.

A leitura dos agentes é de que boa parte do movimento do juro básico acabou sendo antecipado, ainda que o mercado não tivesse um consenso explícito sobre o rumo que o BC tomaria nesse caso. Na ponta de longo prazo, Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez, vê o aumento das taxas como uma possível zeragem de posições de investidores que estavam na espera da decisão do Copom como aposta final antes de deixar o segmento.

O diretor de renda fixa de uma corretora paulista destaca que na valorização das taxas na semana passada, muitos investidores saíram machucados com ordens de stop loss consecutivas. Diante disso, alguns investidores podem ter sustentado algumas posições nesta semana, quando houve recomposição das taxas para patamares mais suaves, e resolveram fechar as posições agora. "Depois do Copom só há um fato novo para esse mercado daqui a 40 dias", lembra Voss.

Outra leitura para esse movimento de alta das taxas longas tem a ver com a própria política monetária. Para os economista que advogavam a favor da continuidade da lata do juro, o entendimento agora é de que o Banco Central teria tomado uma decisão que custará aumentos mais elevados da taxa Selic no futuro, dado que a pressão inflacionária seria um resultado inevitável da crise externa. Assim, as taxa embutem política monetária mais restritiva no médio e longo prazo.

Para Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Managment, o movimento traduz uma grande incerteza dos investidores em relação ao futuro da política monetária local. "O mercado quer saber quão momentânea é a parada do juro feita agora", diz. Segundo ele, é o tipo de resposta que os analistas e agentes buscarão na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na próxima quinta-feira. Seja como for, os analistas já esperam por uma comunicação pouco esclarecedora nesse sentido.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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