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Correa troca ministro que negociava com Petrobrás

Principal articulador das negociações com as petroleiras no Equador, o ministro de Minas e Petróleo, Galo Chiriboga, deixou o cargo ontem - sem concluir o acordo com a brasileira Petrobrás. Ele foi substituído pelo ministro da Coordenadação de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, que ganhou do presidente Rafael Correa a missão de terminar o mais rápido possível a renegociação de contratos petroleiros.

Agência Estado |

Na cerimônia de transmissão de cargo, Correa voltou a ameaçar as companhias que não se adequarem ao novo modelo.

Chiriboga alegou "motivos pessoais" para entregar o cargo, mas observadores próximos avaliam que sua saída é resultado da insatisfação de Correa com a condução das negociações.

No final de semana, o presidente do Equador ameaçou expulsar a Petrobrás, reclamando da resistência da companhia em aceitar o novo contrato. Anteontem, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse-se surpreso com as declarações e afirmou que as negociações continuam.

Na posse de Palacios, Correa voltou a advertir "as empresas que não estiverem dispostas a aceitar condições justas para o país". "Nós compraremos seus investimentos e elas vão buscar negócios em outra parte", afirmou o presidente, segundo a agência oficial de notícias.

Nos últimos dias, o governo do Equador anunciou que tem negociações adiantadas com a espanhola Repsol e a francesa Perenco. Ontem, anunciou a assinatura de um contrato de prestação de serviços com a Ivanhoe Energy, do Canadá.

Gabrielli frisou que a Petrobrás não aceitará tornar-se prestadora de serviços da estatal local Petroproducción. Atualmente, a companhia conduz todo o processo de sua produção no país, compartilhando a receita com o governo na forma de impostos.

Pela proposta equatoriana, as petroleiras passam a receber uma remuneração fixa pela operação dos poços petrolíferos e perdem o direito de vender a produção, que passa a pertencer à Petroproducción.

No contrato com a Ivanhoe, referente ao Bloco 20, por exemplo, a taxa acertada foi de US$ 37 por barril, reajustados de acordo com a inflação própria da indústria do petróleo, diz o texto. O valor inclui remuneração do investimento, estimado em US$ 4,2 bilhões para a produção de até 120 mil barris por dia, a cobertura dos custos de operação e a margem de lucro da contratada.

A Petrobrás discute as condições do Bloco 18 e, segundo uma fonte próxima às negociações, os trabalhos estão centrados em definir um acordo transitório para ser implementado enquanto novos contratos são elaborados.

Um novo modelo de contrato ainda não foi apresentado à companhia. "Continuamos negociando. Até o momento, ninguém se levantou da mesa", disse a fonte. A estatal já devolveu outra concessão que tinha no Equador, o Bloco 31, por considerar que o investimento não era viável sob as novas condições.

A empresa e o governo brasileiro, no entanto, tentam minimizar o impasse com Quito. Na terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a companhia pode deixar o país, se considerar que os novos termos não são lucrativos. Em agosto, a Petrobrás produziu uma média de 11,2 mil barris por dia no país vizinho, volume equivalente a 10% de sua produção internacional. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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