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Correa ratifica expulsão da Odebrecht e critica Brasil no caso

Quito, 11 out (EFE).- O chefe de Estado equatoriano, Rafael Correa, ratificou hoje a expulsão do país da construtora Odebrecht e disse que não divide a mesma opinião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto.

EFE |

Correa lamentou que o Brasil tenha suspendido indefinidamente a cooperação com o Equador devido aos problemas com as empresas brasileiras, sobretudo a Odebrecht, acusada de descumprir suas obrigações no país andino.

Depois de uma reunião com seus assessores, Correa disse que foi ratificado que a Odebrecht "vai embora".

"Anteontem já assinei o decreto ratificando a expulsão e expulsando também a firma de fiscalização, porque também foi responsável pelo desastre de San Francisco, que também foi de brasileiros".

Segundo Correa, as provas contra a Odebrecht são contundentes e por isso não se explica a reação do Governo brasileiro, que inclusive cancelou a visita a Quito de uma missão do Ministério de Transporte para analisar os avanços de um projeto binacional.

O que o Governo brasileiro decidiu sobre o caso "respeitamos muito, mas não concordamos, porque se trata de um problema entre um Estado soberano e uma empresa que descumpriu tudo e que estava acostumada a zombar de nosso país", disse Correa.

Segundo ele, a decisão era expulsar a Odebrecht há semanas, quando já tinha anunciado essa ação, mas que interrompeu a medida perante uma proposta da firma brasileira de aceitar "todas as exigências" do Executivo equatoriano.

"Hoje, estão fora do país. Entendam que já acabou a festa", ressaltou Correa, que disse que será o Estado que continuará com as obras antes responsabilidade da Odebrecht.

Correa também explicou que a decisão do Brasil de suspender a visita de autoridades a Quito causou estranheza.

O objetivo dos brasileiros era avançar no projeto de interconexão viário, aéreo e fluvial entre a cidade equatoriana de Manta, no litoral do oceano Pacífico, com Manaus.

O ambicioso projeto, impulsionado por ambos os Governos, também beneficiaria peruanos, venezuelanos e bolivianos, e pretende se transformar em uma alternativa para toda América do Sul.

"Caso se demore (na construção da) hidrovia no território brasileiro, o mais afetado será Manaus", diz Correa, ao assinalar que espera que Lula revise a medida. EFE fá/rr

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