Quito - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quinta-feira que mantém sua decisão de expulsar a empresa Odebrecht do país, devido ao conflito gerado por supostas falhas na hidroelétrica construída pela companhia brasileira.

"Estamos analisando muito seriamente se seguem expulsos. Basicamente estamos analisando as questões técnicas, jurídicas e econômicas, mas em princípio minha vontade e nosso desejo são de que não voltem", assinalou o governante, segundo informações divulgadas pela Presidência.

Segundo ele, o Equador não pode admitir "empresas que (...) só perante um ato firme, como a expulsão, reconhecem o que estritamente corresponde em justiça ao Estado".

Em comunicado divulgado na quarta-feira em São Paulo, a Odebrecht confirmou que aceita os termos exigidos pelo Governo equatoriano para solucionar o conflito.

Segundo a construtora, "o acordo já foi assinado pela empresa e entregue às autoridades equatorianas".

No momento, as instalações da companhia brasileira no Equador estão ocupadas pelo Exército, enquanto o governo exige o pagamento de uma indenização pelos danos causados pela paralisação da hidrelétrica de San Francisco, construída pela Odebrecht e que está fora de operação há quatro meses.

(Com informações da Efe e AFP)

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