Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Correa exige que Odebrecht corrija falhas em hidroelétrica

Quito, 23 ago (EFE) - O presidente equatoriano, Rafael Correa, exigiu hoje à construtora Norberto Odebrecht que corrija os erros detectados na usina hidroelétrica San Francisco, que iniciou as operações no ano passado.

EFE |

Correa culpou a empresa brasileira de vários erros estruturais detectados na construção dessa usina, cujas operações estão suspensas enquanto os consertos são realizados.

Se a Odebrecht não cumprir as exigências, o presidente equatoriano ameaçou tirar a companhia do país e conseguir outras construtoras para que continuem as obras delegadas a essa firma.

No programa de rádio de televisão emitido aos sábados, Correa disse que conversou esta semana com autoridades elétricas do Equador e com representantes da companhia brasileira para avaliar a situação na usina de San Francisco.

Segundo o presidente equatoriano, ele exigiu aos executivos da Odebrecht que "regulem imediatamente" a central hidroelétrica, que se responsabilizem pelas perdas geradas por sua paralisação -de US$ 200 mil diários- e que devolvam US$ 20 milhões que receberam por ter terminado antecipadamente a obra.

A usina de San Francisco, localizada na província amazônica de Pastaza e com uma potência instalada de 230 megawatts, começou a funcionar em junho de 2007, mas parou suas operações no início deste ano.

A hidroelétrica deve reiniciar suas operações em outubro, depois que terminarem as obras de reparação feitas pela firma brasileira.

No entanto, Correa destacou que essa obra foi contratada há vários anos e criticou o conteúdo do convênio, assim como os de outros projetos hidrelétricos.

Ele disse que a usina Toachi-Pilatón, situada cerca de 100 quilômetros ao oeste de Quito e contratada pela Prefeitura da província de Pichincha com a construtora brasileira, "contém os mesmos horrores que os de San Francisco".

Por isso, o presidente informou que paralisou esse contrato para revisão, assim como outros convênios que o Governo estuda, por considerar que podem conter erros.

"Não me importa se pararam as obras, conseguiremos outros construtores, mas já basta" de corrupção, ressaltou Correa, após insistir em sua exigência à Odebrecht para que cumpra suas obrigações. EFE fa/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG