O presidente do Equador, Rafael Correa, ameaçou no sábado nacionalizar um campo explorado pela Petrobras, que extrai 32.000 barris por dia de petróleo e expulsar a estatal brasileira do país, assim como fez com a construtora Odebrecht.

"Se demorarem muito (a assinar a renegociação do contrato) nacionalizo este campo e vão embora do país. Não vamos aguentar atrasos de ninguém", declarou Correa.

"Já basta", acrescentou o presidente equatoriano, que se reuniu esta semana com o ministro das Minas e Petróleos, Galo Chiriboga, e com a equipe de renegociação com as empresas de petróleo estrangeiras, sobretudo a Petrobras.

"Estão demorando muito, eu me reuni com a Petrobras e chegamos a um acordo muito claro, e estão demorando muito. Aqui ou cumprem as exigências do país ou se vão, nós não estamos pedindo esmola, estamos pedindo justiça, o que nos corresponde", completou.

Correa ordenou a renegociação dos contratos, que atualmente dão ao Estado 18% do petróleo, para que o país fique com toda a extração, em troca do pagamento dos custos de produção e uma margem de lucro às companhias de petróleo.

sp/fp

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