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Correa afirma que embargo a Odebrecht não deve afetar relações Equador-Brasil

O embargo dos bens da Odebrecht no Equador não deve ter repercussões nas relações entre os dois países, afirmou nesta quarta-feira o presidente Rafael Correa, que ordenou na terça-feira a medida pela recusa da construtora a pagar uma indenização.

EFE |

"Não acredito que teremos repercussões internacionais", disse o presidente no porto de Guayaquil, antes de acrescentar: "Eu gosto muito do Brasil, mas o que esta empresa tem feito no Equador é terrível".

Correa determinou o embargo e proibiu a saída do país de quatro funcionários da empresa, depois que a Odebrecht se recusou a pagar a Quito uma indenização por danos em uma hidrelétrica entregue há um ano.

O ministério das Relações Exteriores do Brasil informou nesta quarta-feira que a embaixada do País no Equador mantém como "hóspedes" dois funcionários da Odebrecht.

"A embaixada está oferecendo a proteção que estes dois cidadãos brasileiros precisam", disse um funcionário do Itamaraty à AFP, antes de acrescentar que ambos são "hóspedes" na sede diplomática, por considerar que não gozavam de proteção depois que o governo impediu sua saída do Equador.

Outros dois funcionários da construtora Odebrecht já estão no Brasil, segundo o Itamaraty.

De acordo com a imprensa equatoriana, os diretores da empresa deixaram o país antes da ordem ser divulgada.

O presidente antecipou que não pagará um empréstimo de mais de US$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiou a construção da central hidrelétrica San Francisco, a cargo da Odebrecht e que deixou de operar há dois meses por danos nas turbinas.

"Nós pensamos seriamente em não pagar este crédito do BNDES (...) que o deu por meio da Odebrecht para a construção de San Francisco, e que também tem graves irregularidades porque é dinheiro que nem sequer entra no país", disse Correa.

"É dinheiro que se contabiliza como empréstimo interno e, na verdade, é um dinheiro que se dá à empresa, mas aparece como dívida do Equador com o Brasil. Porém, mais ainda é um empréstimo de centenas de milhões de dólares, de mais de US$ 200 milhões, para um projeto que não serve".

O chefe de Estado ressaltou que não acredita que o crédito deva ser pago.

O Estado reclama uma indenização milionária pela paralisação da hidreléctrica San Francisco, que ficou sem operar por vários meses.

Correa também ordenou a mobilização das Forças Armadas para vigiar as obras a cargo da Odebrecht, entre elas uma estrada, um aeroporto, uma represa e outra hidrelétrica.

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