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Copom reduz taxa básica de juros para 12,75% ao ano

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa a básica de juros em 1 ponto percentual, que fica agora em 12,75% ao ano. O corte foi decidido após uma reunião de pouco mais de duas horas, que terminou com cinco diretores favoráveis ao corte de 1 ponto e três optando por redução de 0,75 ponto percentual.

Davi Franzon, do Último Segundo |

 

Em nota divulgada logo o anúncio da redução, o Banco Central justificou sua decisão alegando que as perspectivas para a inflação, neste momento, levaram a redução da taxa Selic para 12,75% ao ano, sem viés. Com esse corte, o Comitê informa que inicia um processo "de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação".

Para a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli, a decisão do Copom levou em conta os resultados negativos registrados na economia real nos últimos três meses . Os dados, como a elevação do desemprego no mês de dezembro de 2008, indicam uma desaceleração da atividade econômica maior do que a esperada. Para ela, como não há um  sinal claro de retomada no curto prazo, os técnicos do Copom optaram pelo primeiro corte na taxa básica de juros desde setembro de 2007.

Arte/US

Maristella Ansanelli afirma que o Copom também deve ter levado em conta o forte movimento de ajustes dos estoques dentro da indústria nacional e a falta de indicadores que apresentem uma recuperação das vendas. As pesquisas de confiança e de intenção do empresariado sinalizam para uma queda do emprego nos próximos meses, o que tende a reforçar a tendência de enfraquecimento da economia, avaliou a economista-chefe do Banco Fibra.

Com todos esses fatores em mãos, a executiva acredita que o Banco Central deve iniciar um período de reajustes para baixo da taxa básica de juros.

Segundo Keyler Carvalho Rocha, economista e professor de finanças da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, a decisão pelo corte de 1 ponto percentual é um fator importante, mas não surtirá grandes efeitos dentro da economia real.  Keyler lembra que os efeitos de uma redução da taxa básica de juros só são notados em um  prazo de três a seis meses, além de ter um impacto pequeno na vida dos consumidores.

Cenário do crédito após o Copom

SELIC - 13,75% a/a
LINHA DE CRÉDITO mês ano
Juros comércio   6,30% 108,16%
Cartão de crédito 10,56%  233,56%
Cheque especial   7,91%  149,31%
CDC bancos   3,05%    43,41%
Empréstimo Pessoal bancos   5,60%  92,29%
Empréstimo pessoal financeiras 11,52%  270,03%
TAXA MÉDIA   7,49% 137,91%
SELIC - 12,75% a/a
LINHA DE CRÉDITO mês ano Variação
Juros comércio 6,22% 106,29% -1,27%
Cartão de crédito 10,48% 230,68% -0,76%
Cheque especial 7,83% 147,10% -1,01%
CDC bancos 2,97% 42,08% -2,62%
Empréstimo Pessoal bancos 5,52% 90,55% -1,43%
Empréstimo pessoal financeiras 11,44% 266,85% -0,69%
TAXA MÉDIA   7,41% 135,80% -1,07%

Fonte: Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças)

Keyler diz que somente uma redução no spread bancário ¿ a diferença entre o custo de captação de dinheiro pelos bancos e a taxa cobrada sobre o risco do financiamento¿  trará efeitos mais palpáveis no custo do dinheiro nos próximos meses, o que daria um novo fôlego para o combalido mercado de crédito. O corte da Selic é um dos movimentos do tabuleiro, mas ele não pode ser o único. O corte do spread é fundamental, explica o economista.

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