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Copom: objetivo é trazer inflação à meta em 2009

A ata da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada esta manhã, reforçou a afirmação de que a política monetária executada pelo Banco Central tem como principal objetivo levar a inflação às metas no próximo ano. Cabe à política monetária atuar para trazer a inflação de volta à trajetória de metas já em 2009, de forma a evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos, cita o documento.

Agência Estado |

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice oficial utilizado pelo BC para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2009 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, ou seja, em um intervalo entre 2,5% e 6,5%.

No documento, o Copom admite que as expectativas do mercado para a inflação "permanecem em patamares incompatíveis com a trajetória de metas". Na ata anterior, de julho, o BC afirmava que as expectativas do mercado para a inflação mostravam "elevação significativa nas últimas semanas". Nos dois documentos, os diretores afirmam que a situação continua "sendo monitorada com particular atenção".

Ainda no documento, os diretores do BC mantêm a avaliação de que a economia interna continua em expansão com "taxas robustas". Isso, na avaliação do Copom, "sustenta o dinamismo da atividade econômica, inclusive em setores pouco expostos à competição externa". Um dos fatores que explicam isso é o estímulo à economia, como o crescimento da renda, que "ainda está agindo sobre a economia". O comitê afirma ainda que "o crescimento do crédito, ainda que com alguma moderação, ocasionada pela elevação dos custos de captação, e a expansão da massa salarial real devem continuar impulsionando a atividade econômica" nos próximos meses. A esse fator expansionista, a ata lembra que há "efeitos das transferências governamentais esperadas para este e para os próximos trimestres".

Soma-se a esse quadro a avaliação de que o aquecimento da demanda interna pode "desencadear pressões inflacionárias mais intensas no setor de não transacionáveis, por exemplo, nos preços dos serviços".

Os diretores também repetiram a avaliação de "que se mantém elevada a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação". Isso acontece porque continua "o aquecimento da demanda doméstica e do mercado de fatores, bem como a possibilidade do surgimento de restrições de oferta setoriais".

O documento também repetiu a avaliação de que a contribuição do setor externo para uma eventual desaceleração dos preços "tornou-se menos efetiva". A explicação do BC é que o ritmo de expansão da demanda doméstica continua alto, há pressões inflacionárias externas e depreciação de preços dos ativos brasileiros. Além disso, o comitê acredita que os efeitos do investimento sobre a capacidade produtiva da economia "ainda precisam se consolidar".

Como na ata de julho, o documento observa que "a postura da política monetária será prontamente adequada às circunstâncias" na eventualidade de se verificar "alteração no perfil de riscos que implique modificação do cenário prospectivo básico traçado para a inflação".

Os diretores do Banco Central ressaltam que o efeito da política monetária será visto principalmente em 2009. Tal avaliação é feita com a lembrança de que há "nítidos sinais de demanda doméstica aquecida, disseminação de pressões derivadas de ajustes de preços relativos, inclusive sobre o mercado de trabalho".

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