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Copom: gasolina e gás não serão reajustados este ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a previsão de reajuste zero para a gasolina e o gás de cozinha em 2008. Para as tarifas de energia elétrica e de telefonia fixa, a expectativa de aumento dos preços também foi mantida, em 1,1% e em 3,5%, respectivamente.

Agência Estado |

Para 2009, não há previsão para nenhum desses quatro itens. As informações constam na ata da última reunião do comitê, divulgada hoje pelo Banco Central.

O Copom elevou a previsão de alta dos preços administrados em 2009 de 4,5%, em junho, para 4,8% em julho. Segundo o documento, a projeção leva em conta componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelos Índices Gerais de Preços (IGP). Para 2008, o BC manteve a previsão de que o conjunto de preços administrados deve ter alta de 4%.

Inflação

A ata da última reunião do Copom diz também que a previsão para a inflação no cenário de referência "elevou-se significativamente em relação ao valor considerado na reunião do Copom de junho". Segundo o documento, o número segue acima do centro da meta de inflação para o ano, de 4,5%.

No cenário de referência, o Banco Central projeta a inflação futura com base em cenários para as taxas de câmbio e de juros. Na reunião da semana passada, quando o juro subiu 0,75 ponto para 13% ao ano, a projeção foi feita com dólar em R$ 1,60 e taxa de juros de 12,25% ao ano, em todo o horizonte de previsão.

No cenário de mercado, que leva em conta as expectativas dos próprios analistas de mercado para o dólar e os juros, a projeção para a inflação em 2008 também "sofreu forte elevação em relação ao valor considerado na última reunião do Copom", segundo a ata. Com isso, o número também continua posicionado acima do valor central para a meta de inflação.

Para 2009, segundo o documento, o número previsto nos cenários de referência e de mercado aumentaram em relação aos avaliados em junho e nos dois casos superam o valor central de 4,5% para a meta.

Cenário externo

O comitê afirma ainda que a contribuição do setor externo para a evolução da inflação "tornou-se menos efetiva". A avaliação mostra mudança de tom na comparação com a ata de junho, quando os diretores do BC diziam que a contribuição externa aos preços, na época, "parecia estar se tornando menos efetiva".

No documento divulgado hoje, os diretores do BC dizem que "diante do forte ritmo de expansão da demanda doméstica e do crescimento das pressões inflacionárias globais" a contribuição externa para a evolução positiva dos preços ficou, efetivamente, menor. Isso acontece em um momento em que os efeitos do investimento sobre a capacidade produtiva da economia brasileira ainda precisam se consolidar, diz o texto.

Investimentos

O Copom afirmou ainda que as evidências sugerem que a alta nos investimentos vem contribuindo para suavizar a tendência de elevação no nível de utilização da capacidade instalada (Nuci).

Apesar disso, avalia o BC, esse movimento não tem sido suficiente para conter o descompasso entre oferta e demanda. "A maturação dos projetos não tem, até o momento, sido suficiente para circunscrever de forma significativa os descompassos entre a evolução da oferta e da demanda doméstica", disse o Copom. "A propósito, a trajetória da inflação mantém estreita relação com os desenvolvimentos correntes e prospectivos no tocante à ampliação da oferta de bens e serviços para o adequada atendimento à demanda", complementou.

A autoridade monetária também apontou no documento que o comércio varejista deve continuar seu ciclo expansionista nos próximos trimestres, impulsionado pelo crescimento da renda, do emprego, do crédito e da manutenção da elevada confiança do consumidor. "Indicadores setoriais, por exemplo, referentes a vendas de automóveis em junho corroboram essa avaliação", disse o Copom.

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