SÃO PAULO - A quarta-feira marca a formação das últimas apostas no mercado de juros antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Ainda hoje, o colegiado apresenta sua decisão e não há consenso sobre o rumo da Selic.

As previsões se dividem entre estabilidade e alta de 0,5 ponto percentual na Selic, que é mantida em 8,75% desde setembro do ano passado.

Como o resultado da reunião só é apresentado após o encerramento dos mercados, a repercussão ficará para a quinta-feira.

Enquanto aguardam o Copom, os agentes recebem o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao mês de fevereiro. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já antecipou que o resultado deve ser forte, superando 200 mil vagas com carteira assinada.

Também saem o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituo de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra sua leitura de IPC em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Salvador.

Ainda na agenda doméstica, o Banco Central (BC) mostra o fluxo cambial da segunda semana de março.

No campo externo, atenção ao índice de preços ao produtor americano (PPI, na sigla em inglês). A estimativa aponta para deflação de 0,2%, após alta de 1,4%. Para o núcleo do indicador, que tira alimentos e energia da conta, a estimativa é de alta de 0,1%.

A quinta-feira marca o último dia de agenda relevante da semana, já que sexta-feira não tem eventos previstos tanto no Brasil quanto nos EUA. Enquanto reagem ao Copom, os agentes assimilam o IGP-10 de março e o índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês).

(Eduardo Campos | Valor)

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