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Copom aumenta juros em 0,75 ponto e Selic vai a 13,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) seguiu a indicação de sua última ata e voltou a aumentar a Selic, taxa básica de juros da economia em 0,75 ponto porcentual na reunião que terminou nesta quarta-feira. Com a decisão, a taxa fica em 13,75% ao ano. Este foi o quarto aumento seguido da Selic ¿ na última reunião, o Copom decidiu elevar a taxa em 0,75 ponto porcentual, e nas duas últimas anteriores, havia elevado o indicador em 0,5 ponto porcentual a cada reunião.

Mariana Sant Anna, do Último Segundo |

A decisão não foi unânime. Três dos oito votos foram para um aumento menor, de 0,50 ponto percentual.

Em breve comunicado, o Copom repetiu o tom adotado na reunião anterior e disse que a decisão se deu "com vistas a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas".

O aumento na taxa de juros era esperado, na opinião do economista-chefe da Gradual Corretora, Pedro Paulo Bartolomei da Silveira. Levando em conta que ainda existem incertezas quanto à inflação, essa era a atitude esperada do Copom, afirma.

O gestor de renda fixa da corretora Infinity, Sávio Borba, avalia que ainda há uma preocupação com a inflação, o que justifica a alta na Selic. O Banco Central está atento ao descompasso entre oferta e demanda. A demanda que vem puxando o crescimento econômico não mostra sinais de arrefecimento, afirma.

Segundo o economista, o conservadorismo é inerente ao BC. A atitude da autoridade monetária mostra a intenção de manter as conquistas [de contenção da inflação] desse período mais recente e conter a expectativa de inflação futura, acredita Borba.

Para Pedro Raffy Vartanian, professor da Trevisan Escola de Negócios, a alta tem a intenção de conter a inflação de demanda. Os bons números de queda observados nos últimos indicadores não significam uma mudança de tendência, comenta. Para Vartanian, a inflação de demanda deve ser mais intensa no último trimestre do ano, o que justificaria a política monetária conservadora do BC.

Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, o aumento na taxa básica de juros não será suficiente para reduzir a intenção de compra dos consumidores. A elevação vai provocar apenas um aumento de alguns reais pagos nas parcelas dos financiamentos. O consumidores pensam somente se vão estar empregados e se as prestações destes novos empréstimos cabem dentro de seus bolsos, o que, por conta deste pequeno efeito, não irá trazer qualquer mudança em sua intenção de compras, afirma.

Já para a próxima reunião do Copom, marcada para o final de outubro, Silveira, da Gradual Corretora, acredita que o aumento da Selic pode ser menor, de 0,5 ponto porcentual. Até lá, o cenário estará mais favorável e dentro do esperado pelo Banco Central, afirma.

(Com informações da Reuters)

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