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Conversor para a TV interativa já está à venda

A interatividade, que permite serviços parecidos com os da internet no televisor, era o único componente genuinamente brasileiro do sistema nipo-brasileiro de TV digital. No lançamento da tecnologia em São Paulo, em dezembro de 2007, ela não estava disponível.

Agência Estado |

Primeiro, houve demora na especificação do software de interatividade, batizado de Ginga. Depois, o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) descobriu que existiam problemas de royalties, que deveriam ser pagos a uma empresa estrangeira por componentes de software empregados em parte do Ginga.

Enquanto os grandes fabricantes debatem o que fazer com o software de interatividade no Fórum SBTVD, uma pequena empresa da Rua Santa Ifigênia, que concentra lojas de eletrônicos no centro de São Paulo, lançou um conversor de TV digital com a parte do Ginga que não tem problemas de royalties. O aparelho, que converte o sinal digital para ser visto em televisores analógicos, se chama ZBT-620, e é fabricado pela Neo Security.

"É o único do mercado com o software interativo", disse José Carlos de Souza, sócio da Central Santa Ifigênia, uma das lojas que vendem o aparelho. "A receptividade do Ginga é interessante. Vendo mais desse aparelho do que outros." Ele custa cerca de R$ 600. Um modelo de outro fabricante, sem o Ginga, é R$ 100 mais barato.

Segundo Souza, os consumidores preferem comprar o conversor com Ginga, apesar de as emissoras ainda não estarem transmitindo programas interativos. Ele chegou a vender 150 peças em junho, mas, no mês passado, a procura pelo aparelho caiu, e foram vendidos menos de 100. O lojista apontou como motivo o anúncio do conversor de R$ 200 pela Proview. "As pessoas vão às lojas dispostas a pagar esse preço e não acham o produto", disse Souza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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