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Controladora socorre a Açúcar Guarani

A Açúcar Guarani obteve um empréstimo de US$ 220 milhões com a controladora Tereos para auxiliar a empresa a atravessar o momento de escassez de crédito no mercado financeiro. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da Guarani, Reynaldo Benitez, os recursos serão utilizados para substituir uma dívida cara de curto prazo que a Guarani possuía no mercado.

Agência Estado |

Os recursos vieram de um empréstimo feito entre as companhias interligadas à Tereos, acionista controladora da Guarani. O capital foi disponibilizado para a Guarani por prazo indeterminado. "O pagamento será feito assim que a Guarani conseguir estabilizar as dificuldades geradas pela escassez de crédito", disse Benitez.

Além do empréstimo, a Guarani conseguiu rolar, em setembro, dívidas de US$ 60 milhões que possuía de pré-pagamento de exportação para um prazo de três a cinco anos. O grupo também teve acesso a linhas de crédito sindicalizadas com bancos europeus para pegar recursos dentro de cinco anos. Benitez informou que essas linhas não serão utilizadas agora.

O diretor explicou que, mesmo com os recursos obtidos da Tereos, a dívida de curto prazo da Guarani, que vencerá nos próximos doze meses, ainda soma US$ 100 milhões. "Ela será negociada ao longo do ano com as instituições credoras", disse o executivo.

Para aliviar a necessidade de capital nesse período de turbulência financeira, a Guarani decidiu postergar investimentos com retorno de longo prazo, caso do projeto Cardoso, em Pedranópolis (SP). "Vamos priorizar investimentos pequenos e de retorno rápido, como a construção de uma nova coluna de destilaria na usina Tanabi (SP)", disse.

A Açúcar Guarani vai divulgar seus resultados no dia 14 de novembro. Benitez adianta, no entanto, que a empresa registrará perdas decorrentes da variação do dólar, já que suas dívidas são na moeda norte-americana. Segundo ele, as perdas serão diluídas ao longo do tempo, mas, por exigência contábil, têm de ser declaradas nesse momento. Benitez informa que a empresa não estava exposta a operações "exóticas" no mercado de derivativos.

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