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EFE - Pelo menos 150 protestos foram convocados nos Estados Unidos em rejeição ao plano de resgate dos bancos, contra o qual a população também se mobilizou enviando milhares de e-mails aos congressistas.

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Em Nova York, um grupo prevê cobrir hoje de lixo uma escultura de bronze de um touro perto de Wall Street, a qual se transformou em uma representação visual do dinamismo dos mercados quando a economia estava crescendo.

A ação simboliza a irritação de muitos cidadãos comuns pelo desastre causado pelos magnatas financeiros do país e reflete a falta de vontade que têm de colocar sobre a mesa US$ 700 bilhões de dinheiro público para resgatar entidades financeiras, como propõe o plano do Governo.

As manifestações realizadas até agora, a maioria convocada por grupos de esquerda, não foram muito grandes. No entanto, é possível que a participação aumente se for confirmado o acordo anunciado hoje pelo democrata Christopher Dodd, presidente do Comitê de Bancos do Senado, sobre os princípios do plano de resgate financeiro que o Governo negocia com o Congresso.

Enquanto isso, a população não esconde sua irritação. "Meus telefones tocam sem parar e são quase 100 (ligações) a uma sobre isso", disse hoje o senador republicano Jim DeMint, da Carolina do Sul, em entrevista ao canal de televisão "Fox News". "As pessoas que pagaram suas contas e trabalharam duramente acreditam que não deveriam ser punidas pelo que outros fizeram", acrescentou. Já o congressista Jim Mcdermott, do estado de Washington, teve a mesma experiência. "As pessoas dizem: Proteja-nos, e não Wall Street", disse Lambert.

Ele destacou que uma das cláusulas que têm que aparecer no projeto de lei é um limite aos salários dos diretores de empresas que se beneficiem da ajuda. "No Japão, eles teriam se suicidado", ressaltou Mcdermott.

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