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Contratos de juros sobem conforme economia demonstra força

SÃO PAULO - Mostrando que a baixa de ontem foi apenas uma pausa, os contratos de juros futuros voltaram a acumular prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), com alguns vencimentos testando preços não registrados em um ano. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercados & Futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para maio de 2010 subia 0,01 ponto, a 8,72%. Julho de 2010 ganhou 0,02 ponto, a 9,33%.

Valor Online |

SÃO PAULO - Mostrando que a baixa de ontem foi apenas uma pausa, os contratos de juros futuros voltaram a acumular prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), com alguns vencimentos testando preços não registrados em um ano. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercados & Futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para maio de 2010 subia 0,01 ponto, a 8,72%. Julho de 2010 ganhou 0,02 ponto, a 9,33%. Já janeiro de 2011, o mais líquido do dia, ganhou 0,04 ponto, a 10,57%, maior taxa desde o final de abril do ano passado. Entre os vencimentos longos o ajuste foi mais acentuado. O DI para janeiro de 2012 subiu 0,07 ponto, a 11,81%. Janeiro de 2013 avançou 0,08 ponto, a 12,20%, e janeiro 2014 também acumulou 0,08 ponto, projetando 12,34%. Até as 16h15, foram negociados 959.050 contratos, equivalentes a R$ 87,66 bilhões (US$ 49,78 bilhões), mais que o dobro do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 393.415 contratos, equivalentes a R$ 36,57 bilhões (US$ 20,77 bilhões). Segundo gestor de renda fixa que preferiu não se identificar, os últimos dados de atividade, como emprego industrial em São Paulo e venda de papelão ondulado, mostram que a economia está crescendo em ritmo forte e é isso que vem fazendo preço no mercado. No entanto, diz o especialista, o mercado segue dividido entre alta de 0,5 ponto e 0,75 ponto percentual na Selic na reunião do Comitê de Política Monetário (Copom) que acontece no final do mês."Mas é natural que haja um receio um pouco maior de que tenha uma alta mais forte do que se projetava." Na visão do gestor, o ajuste esperado é de meio ponto, mas conforme os dados mostram um crescimento mais forte do que se supunha, a alta de 0,75 ponto ou mesmo 1 ponto ganha mais adeptos. "Mas ainda tem muito tempo até a reunião. Continuo acreditando que o mais provável venha a ser uma alta de 0,5 ponto", pondera o especialista, explicando que o tamanho do ciclo, dependerá não apenas da evolução dos indicadores domésticos, mas também do comportamento da inflação no mercado internacional, assim como do preço das commodities e da taxa de câmbio. "Não existe um descontrole que exija um puxada forte de juros", conclui o especialista. Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 2,299 milhões das 2,5 milhões de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) que ofertou, levantando R$ 4,42 bilhões. No leilão de resgate antecipado de NTN-Bs não foram aceitas ofertas. (Eduardo Campos | Valor)
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