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Contratos de juros operam sem tendência definida

SÃO PAULO - Depois de dois dias de perdas acentuadas, os contratos de juros futuros operam sem tendência definida, refletindo o sinal externo negativo e a alta no preço da moeda norte-americana. Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,03 ponto percentual, a 14,64%. Janeiro 2011 também tinha valorização de 0,06 ponto, a 15,46%.

Valor Online |

E janeiro 2012 apontava 15,71%, sem alteração.

Já na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,23%, queda de 0,04 ponto. E o DI para janeiro de 2009 recuava 0,02 ponto, projetando 13,59%.

Na agenda do dia, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que registrou inflação e 0,49% em novembro, contra taxa de 0,30% em outubro. Apesar da elevação o resultado veio dentro do esperado.

Segundo o gestor de renda fixa da Global Equity, Octavio Vaz, mais uma vez os alimentos foram grandes responsáveis pela aceleração da inflação. O grupo Alimentação e Bebidas passou de 0,05%, em outubro, para 0,90% agora em novembro, respondendo por 0,20 ponto percentual do IPCA-15.

No entanto, o especialista aponta que tal comportamento não surpreende, pois os dados ainda refletem a pressão do câmbio e não captaram totalmente a queda no preço das matérias-primas. Além disso, a demanda no período ainda continua elevada, com pouco reflexo da crise externa.

Na avaliação de Vaz, os índices de inflação deverão começar a recuar nas últimas semanas de 2008 e no começo do ano que vem, pois as commodities mais baratas e o recuo no ritmo de atividade devem estar mais disseminados.

Avaliando o horizonte de política monetária, o gestor acredita que o Banco Central deve optar pela manutenção da taxa básica de juros em 13,75% na reunião de dezembro e segurar a taxa em tal patamar durante parte de 2009.

No entanto, Vaz afirma que existe espaço para uma redução na Selic como forma de fazer frente à esperada desaceleração da economia em 2009. Pelo modelo do especialista, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer por volta de 2% no ano que vem. Para este ano, as estimativas apontam avanço de 5%.

De acordo com Vaz, o ponto importante de uma redução de juros é a sinalização para o empresariado manter seus investimentos, algo que não acontece se o BC continuar trabalhando com taxa estável.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realiza a segunda etapa do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B). Também acontece leilão de compra de NTN-B e Letras do Tesouro Nacional (LTN). As propostas serão acolhidas das 12h às 13h.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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