SÃO PAULO - O petróleo é negociado em alta nesta tarde. Uma série de fatores está sob consideração dos agentes - a paridade do dólar frente a outras moedas, a tensão entre Israel e Irã com relação ao plano nuclear de Teerã e o alerta da Agência Internacional de Energia (AIE), de que a oferta de petróleo continuará restrita.

Os preços recordes no mercado de petróleo nos últimos meses tornaram-se uma ameaça à economia global e ao bem-estar de milhões de pessoas, comentou o diretor-executivo do organismo, Nobuo Tanaka.

Ele observou que, ao mesmo tempo que se vê um enfraquecimento da demanda nos países da OCDE, restrições na oferta, limitações de capacidade e crescimento contínuo da demanda em importantes mercados emergentes manterão a pressão no mercado no médio prazo.

Tanaka participa de evento sobre petróleo em Madri, na Espanha, onde o organismo lançou estudo sobre o mercado petrolífero no médio prazo.

No documento, a AIE estimou que a demanda global por produtos petrolíferos aumentará em média 1,6% ao ano até 2013, passando de 86,9 milhões de barris por dia em 2008 para 94,1 milhões de barris diários.

Há instantes em Nova York, o WTI para agosto subia US$ 1,65, a US$ 141,65. O vencimento de setembro estava a US$ 142,80, com acréscimo de US$ 2,22.

Em Londres, o Brent para agosto era transacionado a US$ 142,49, com elevação de US$ 2,66. O contrato de setembro registrava elevação de US$ 2,67, a US$ 143,27.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

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