Kiev, 23 jan (EFE).- O chefe adjunto do Secretariado da Presidência da Ucrânia, Aleksandr Shlapak, defendeu hoje a revisão dos contratos de gás com a Rússia, assinados na segunda-feira em Moscou e que permitiram retomar seu fornecimento à Europa pelo território ucraniano.

"As negociações serão difíceis, mas não temos outro caminho. A economia ucraniana não resistirá a comprar gás para a Ucrânia e subvencionar o trânsito do gás russo durante dez anos", disse Shlapak.

Anteriormente, o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, havia declarado que o Governo da primeira-ministra Yulia Timoshenko "perdeu a guerra do gás" com a Rússia ao autorizar a assinatura de contratos "desfavoráveis para o país".

No entanto, Shlapak declarou que a Ucrânia cumprirá os contratos assinados entre as estatais ucraniana, Naftogaz, e russa, Gazprom.

Os contratos definem que a Ucrânia pagará, já neste ano, preços de mercado pelo gás russo, embora com um desconto de 20%.

O desconto depende de a Ucrânia manter a tarifa de passagem preferencial para o gás russo de US$ 1,7 por mil metros cúbicos em 100 quilômetros, no transporte por sua rede de gasodutos aos consumidores europeus. EFE bk-bsi/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.