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Contra stress, Tesouro faz leilão de prefixados

A total falta de parâmetros de preços no mercado de juros obrigou o Tesouro Nacional a ajudar os investidores que estavam querendo se desfazer dos papéis prefixados e não encontravam comprador. Pouco tempo depois de comunicar ao mercado financeiro o cancelamento do leilão tradicional de títulos previsto para ontem, o Tesouro anunciou um leilão simultâneo de até R$ 1,5 bilhão de compra e venda de NTN-F (título prefixado com prazos mais longos em 2012, 2014 e 2017).

Agência Estado |

Os papéis prefixados são os de maior risco para o investidor (porque têm a taxa definida no momento do leilão) e, com a crise internacional e a disparada dos juros futuros, ficaram com os preços depreciados. Esses papéis eram os preferidos dos investidores estrangeiros. Mas o agravamento da crise ampliou as perdas e os investidores começaram a se desfazer das carteiras.

Com o leilão de ontem, o Tesouro aceitou comprar de volta 271,28 mil títulos, garantindo o que no mercado financeiro é chamado de "porta de saída" para os investidores venderem os seus papéis. Não foram aceitas propostas de venda. A atuação do Tesouro ajudou a diminuir o nervosismo e operação semelhante de compra e venda de NTN-F foi anunciada para hoje.

Segundo o Tesouro, o objetivo da operação foi o de "promover parâmetros de preços" para os títulos. No leilão de compra, as taxas foram: 17,80% ao ano (NTN-F 2012), 18,01% (NTN-F 2014) e de 18,28% (NTN-F 2017). O volume somou cerca de R$ 206 milhões.

Em momentos de maior stress, a estratégia do Tesouro vinha sendo a de cancelar os leilões para não adicionar volatilidade adicional ao mercado e pagar preços mais salgados para vender os papéis. Com a oferta de leilões simultâneos de compra e venda, o Tesouro ampliou o leque de atuação para ajudar na melhora do mercado.

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