SÃO PAULO - A disposição do governo para evitar a expansão da inflação passa pela possibilidade de um aumento adicional da economia para pagamentos do juros, o superávit primário, caso haja necessidade. A informação partiu nesta manhã do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Se for necessário, aumentaremos a meta de superávit primário, sustentou.

Ele acrescentou que tal iniciativa visa evitar que a inflação, apesar de sinais de arrefecimento, prejudique o andamento sustentável da economia. Há alguns meses, Mantega informou que o país fará uma poupança fiscal adicional de 0,5% do PIB, a ser destinada ao Fundo Soberano do Brasil (FSB). A meta formal de superávit primário, direcionado ao pagamento da dívida pública, continua sendo de 3,8%. Para cumprir os dois objetivos, contudo, na prática, o governo terá de economizar o equivalente a 4,3% do PIB.

O ministro ressalvou, entretanto, que todas as medidas monetárias ou fiscais precisam levar em conta o fato de que não se pode abortar o crescimento. A dose do remédio não deve exceder a necessidade do paciente, pois isso seria abortar o crescimento sustentado que está em curso, afirmou.

Mantega participa nesta segunda-feira de evento em São Paulo.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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