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Contra déficit, Equador taxa 940 itens importados

SÃO PAULO - O governo do Equador vai elevar tarifas de importação de 940 produtos, numa tentativa de reduzir o déficit na balança comercial e estimular a produção da indústria local. Entre os itens estão materiais de construção, matérias-primas para a indústria e para a agricultura e equipamentos para o setor de transportes, disseram ontem jornais equatorianos.

Valor Online |

Celulares e alguns alimentos também terão suas tarifas agravadas. No geral, os reajustes serão de 5% a 20%.

A preocupação seria muito mais com bens de consumo, cujas importações aumentaram quase 40% entre janeiro e setembro. Do total das importações do Equador no período - US$ 12,7 bilhões - 21,5% foram em bens de consumo.

A decisão da elevar as taxas - que passam a atingir no teto estipulado pela Organização Mundial do Comércio - é do Conselho de Comércio Exterior e Investimentos (Comexi). O órgão disse que a resolução detalhando as mudanças deve ser publicada no início da próxima semana. Ontem, porém, a imprensa equatoriana já publicava o que seria a lista dos produtos. Somente este ano, o governo já aumentou pelo menos duas vezes tarifas de importação.

A medida deve incidir sobre alguns itens importados do Brasil. Telefones celulares, por exemplo, deixa de ser isento de passará a ter uma tarifa de 15%, segundo lista publicada pelo jornal " El Comercio " . Lâminas de aço, outro item exportado pelo Brasil, passará a ter tarifa de 30%, ante os 25% atuais.

Entre janeiro e outubro deste ano, o Brasil exportou US$ 707,7 bilhões para o país e importou meros US$ 36,9 bilhões, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio.

O Equador também tem um déficit elevado com a Colômbia, de US$ 651,9 milhões. Mas diferentemente do Brasil, os colombianos exportam muitos bens de consumo, que, em tese, poderiam ser substituídos por equatorianos. Quito espera arrecadar mais US$ 85,5 milhões com as novas tarifas.

O Equador tem um saldo positivo na balança comercial de US$ 2,7 bilhões. Mas se não incluir as exportações de petróleo - que representam algo em torno de 70% da receita de exportação - o país tem um déficit de US$ 5,2 bilhões.

Mas as novas tarifas poderão levar empresários a procurar outros países com quem o Equador tem tratados comerciais em vez de buscar fornecedores locais. Outro risco aparente é o do encarecimento dos produtos no país.

(Valor Econômico)

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