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Contra crise, Lula reza por Obama e pede que brasileiros gastem

Brasília, 5 fev (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que reza para que seu colega americano, Barack Obama, encontre uma saída para a crise, porque assim poderia ajudar a resolver os problemas em outros países e pediu aos brasileiros que gastem.

EFE |

Segundo Lula, "todo o mundo, qualquer trabalhador comum, sabe que esta crise é mundial, mas nasceu nos Estados Unidos, país que tem a responsabilidade de achar uma alternativa que permita conter a derrubada do sistema financeiro global".

"Reza mais pelo Obama do que reza por mim", declarou o presidente brasileiro durante a inauguração de uma central hidrelétrica de São Salvador, no Tocantins.

"Desde o dia de sua eleição, manifestei esperança em Obama, pois não foi por acaso que os Estados Unidos elegeu um presidente negro e, se ele se equivocar, passarão 100 anos até que esse país volte a ser presidido por um negro", declarou.

Também reiterou suas críticas contra os organismos multilaterais e bancos internacionais, que "se achavam os grandes especialistas do planeta" e agora "levaram um pau na cabeça", disse.

Segundo o presidente, esses organismos "estavam ganhando dinheiro fora da economia real, com a especulação, e aumentaram os preços do petróleo a US$ 150 pelo barril sem explicação, assim como agora o desceram a US$ 50, também sem explicação".

Lula insistiu em dizer que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) tinham antes "soluções" para os países mais pobres e "agora não têm soluções nem para eles", e apontou o dedo acusador contra os bancos que, segundo ele, "medem o risco do Brasil, mas não o dos Estados Unidos ou Alemanha".

Ele referia-se ao risco-país -em inglês, Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+)-, criado especificamente para medir os riscos de investimentos em países de economias emergentes.

No plano interno, Lula reiterou sua "séria convicção de que a crise é uma oportunidade para levantar a moral da tropa" e voltou a pedir aos brasileiros que consumam e que "troquem seus sapatos, suas meias, suas gravatas e seus carros, porque em tempos de guerra as pessoas trabalham mais e, para isso, é preciso haver demanda".

Ele garantiu que "não haverá gestos de irresponsabilidade por parte do Governo, que não tomará nenhuma atitude que acabe com o que se construiu nos últimos anos, nos que o Brasil cresceu e mantido uma estabilidade econômica, que agora está em risco pela crise mundial". EFE ed/jp

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