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Conto com novo câmbio para estimular exportações, diz ministro Mantega

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou, há pouco, que as contas externas brasileiras vão se ajustar com o novo câmbio. Na sua avaliação, tudo indica que o câmbio ficará numa posição mais favorável para as exportações brasileiras. Eu conto muito com a mudança cambial para o estímulo das exportações brasileiras. As exportações ficarão mais competitivas, essa que é verdade. Nós ganhamos competitividade com o dólar R$ 2,30, R$ 2,40 e R$ 2,50, avaliou o ministro.

Redação com Agência Estado |

Mantega ressaltou que com esse novo câmbio as exportações brasileiras ficam mais baratas, o que "automaticamente" faz um ajuste das contas externas. "As contas externas vão ser ajustadas principalmente pelo novo câmbio. Um dos ajustes que foram feitos na economia é que nós tínhamos uma valorização cambial excessiva. O real estava muito valorizado e isso prejudicava as exportações brasileiras. Encarecia as exportações e barateava as importações", afirmou Mantega, sem determinar uma faixa para o novo câmbio, uma vez que o sistema é flutuante.

O ministro previu que com o "novo câmbio" haverá uma compensação natural e uma mudança de variáveis do balanço de pagamentos. Segundo ele, a conta de transações vai melhorar, porque haverá diminuição do déficit da conta de viagens internacionais e de remessas de lucros e dividendos. "As remessas de lucros e dividendos deverão diminuir. Elas não são infinitas", ressaltou.

Mantega disse acreditar que a economia brasileira continuará com as contas externas "bastante equilibradas". "Agora, com algum déficit em transações correntes", ponderou. Ele destacou que as reservas internacionais, mesmo com a crise internacional, permaneceram "praticamente" intactas, acima de US$ 200 bilhões, ao contrário de outros países que perderam as suas reservas. "Isso mostra a nossa resistência", disse.

Crescimento futuro

De acordo com Mantega, o terceiro trimestre não será o último com crescimento forte no governo Lula. Segundo ele, apesar de ser esperada uma desaceleração da economia no quarto trimestre e em 2009, o País deve voltar a ter taxas expressivas de crescimento em 2010. "Pela situação da nossa economia, acredito que em 2010 voltaremos para as taxas de crescimento verificadas neste ano", afirmou.

Em relação ao desempenho da economia em 2009, Mantega disse que a estimativa do governo de crescimento de 4% não é simplesmente uma projeção econômica, mas sim uma meta pela qual o governo vai trabalhar para que seja alcançada. "Conseguiremos crescer 4% se todos trabalharmos por isso", disse.

Ele também afirmou que é importante para alcançar essa meta que o setor privado continue confiante como fez até agora. Mantega disse acreditar que os investimentos continuarão a ocorrer em parte porque aqueles que começaram a investir terão de concluir os projetos e também porque as empresas, ao decidirem investir, olham para o longo prazo. Esse é um dos fatores que leva o ministro a apostar que o Brasil sairá mais rapidamente da crise do que os outros países.

Outro fator apontado pelo ministro nessa direção é o dinamismo do mercado interno e a continuidade da confiança da maior parte da população, revelada em pesquisas divulgadas recentemente.

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