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SÃO PAULO - A Continental Airlines anunciou ter fechado o segundo trimestre deste ano com prejuízo líquido de US$ 3 milhões. Nos mesmos três meses de 2007, a companhia havia registrado lucro líquido de US$ 228 milhões. Segundo a Continental, o resultado é reflexo dos altos preços do petróleo, combinados com a desaceleração econômica nos EUA e a retração do dólar. Para a empresa, esse foi o pior ambiente financeiro para a indústria aérea do país desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Embora o faturamento da companhia tenha crescido 9%, para US$ 4,04 bilhões, em relação ao segundo trimestre de 2007, as despesas nesse intervalo aumentaram 19,4%, para US$ 4,11 bilhões.

Apenas com combustíveis, os gastos da Continental aumentaram 66% no segundo trimestre, em comparação a igual intervalo do ano passado. No total, a empresa gastou US$ 1,36 bilhão com combustíveis entre abril e junho.

Como resultado, o resultado operacional da empresa passou de lucro de US$ 263 milhões no segundo trimestre do ano passado para prejuízo de US$ 71 milhões no intervalo de três meses encerrados em junho deste ano.

Meus colegas estão fazendo um ótimo trabalho frente as dificuldades significativas que afetam a indústria, afirmou o presidente do conselho e executivo-chefe da empresa, Larry Kellner. Vamos continuar a trabalhar juntos para reagir ao mercado e manter o foco na qualidade do serviço aos clientes, acrescentou.

Ao longo do trimestre, a Continental implementou uma série de medidas para reduzir seus custos, elevar suas receitas e manter sua posição competitiva no mercado. Entre as medidas está a redução de 10% na capacidade doméstica e de 6,7% na capacidade total da companhia até o fim do ano.

A empresa também acelerou seu programa de retirada de operações de aeronaves mais antigas de sua frota. No total, 67 aviões modelos 737-300 e 737-500, menos eficientes no uso de combustíveis, serão aposentados pela Continental.

Para reduzir seus custos ainda mais, a companhia reviu os termos do contrato que tem com a ExpressJet, que realiza serviços de distribuição regional de seus passageiros da Continental. A redução nas tarifas cobradas entre as duas, afirma, levará a uma economia anual de US$ 50 milhões.

Já para elevar as receitas, a Continental implantou a cobrança de bagagens adicionais e elevou o valor da sobretaxa de combustíveis aplicadas às passagens. Ela também planeja elevar em US$ 900 milhões suas receitas através de várias iniciativas, como melhores acordos com operadoras de cartão de crédito, lançamento de ações e venda de sua participação remanescente na panamenha Copa Airlines.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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